A Casa Senhorial

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Casa do Governo

Casa do Governo
XVIII
Portugal
   

Casa do Governo: alçado, cortes e plantas

Anastácio António de Souza Miranda (1746-1825) e  Miguel Luis Jacob (1710-1771)

Tinta da-china e aguarela

Lisboa, Gabinete de Estudos Arqueológicos da Engenharia Militar / Direcção de Infra-estruturas do Exército

GAEM-DIE-Des. 552-II-1-2 e Des. 552-III-1-2


Legenda:

A- Loge, B- Entrada,C- Escadas, D- Atrio, E- Caza de espera, F- Secretaria, G- Arcos, H- Caza de despejos, I- Despensa, L- Pateo, M- Salas, N- Camaras, O- Antecâmaras, P- Cozinhas, Q- Forno, R- Copa, S- Comuas, T- Chaminés, U- Locarnas, X- Mirante


Nota:

Embora sem data, pelas assinaturas do autor, Anastácio de Souza Miranda como do  supervisor Miguel Luis Jacob podemos concluir que os desenhos são anteriores a 1771 data da morte do segundo engenheiro. Pela análise dos desenhos trata-se de um transformação de um antigo edifício de linhas sóbrias e clássicas, na tradição da arquitectura chã, que reabilitado recebe uma outra estética, mais delicada e barroca, que emerge no desenho ondulado das frentes das trapeiras, referidas no desenho como locarnas . Digno de nota a platibanda e os pináculos do telhado em urna anunciam um neoclassicismo que na época estaria a despontar.

Significante para a história da casa senhorial os diferentes compartimentos surgem nas plantas

indicados pelas suas funções clarificando o programa distributivo da casa. Se este programa apresenta, no piso nobre, a tradicional esquema de antecâmara, camara e sala,  verificamos a  inexistência de um espaço destinado a casa de jantar evidenciando uma situação afastada de Lisboa e da corte.



 

PTCD/EAT-HAT/11229/2009