A Casa Senhorial

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Palácio do Bispo de São Paulo

Palácio do Bispo de São Paulo
XVIII
Brasil
1189-1194     cpia de cpia de 1189-1194     cpia de 1189-1194 2copy

Palácio do Bispo São Paulo

Plantas e alçados, 1747.

Arquivo Histórico Ultramarino, Lisboa.

Planta das Cazas Superiores do Palacio 

1 – Capella,     2 - Salla vaga,     3 - Entrada da escada,     4 - Ante salla –saleta,     5 – Salla de Visitas,     6 – Caza da Livraria,     7 – Câmara,     8 – Corredor de serventia interior,     9 – Porta com escada pª as cazas inferiores,     10- Hu quarto fechado,     11 – portas particulares para a capella,     12 – Dormitório com cubiculos pra a familia     13 – cubiculos.

Planta das cazas Inferiores do Palacio

1- Porta principal do palácio, 2- Logea da mesma, 3- Subida pº o palácio, 4-Portas de serventia dos quartos inferiores, 5- Quarto fechado,  6- Outro,  7- outro,  8- Quarto pª a escrevaninha da Camara, 9- Quarto, 10-  Serventia da cavalharice, 11- Lugar pª  a Cavalharice e Cocheira, 12- Casa da despensa, 13- Casa do refeitório, 14-Cozinha, 15- Sahida da escada particular .

+++ pilares do corredor das casas superiores  Faz este palácio conforme o risco 150 palmos de frontaria e do outro lado 120 , tem as janelas grandes de largo 8 palmos e 12 de alto.



Nota:

Este projecto para o palácio do Bispo de São Paulo no Brasil encontra-se anexo ao “Parecer de D. Bernardo Nogueira, Bispo de São Paulo”, datado de 1747. Constituindo um caso raro este projecto é constituído por duas plantas e dois alçados sendo os desenhos acompanhados de uma significativa legenda, onde, cada espaço é referido de acordo com as suas funções, facto que permite uma leitura do edifício nas suas articulações entre morfologia e programa distributivo. Elaborado por um arquitecto ou engenheiro das Obras Reais a fachada do edifício segue uma linguagem afecta a arquitectura chã desenvolvida pela Provedoria de Obras Reais pautada por uma forte austeridade e um depuramento de linhas, recorrendo a grandes volumes maciços com panos de paredes caiadas, em clara relação com as linhas geométricas de cunhais, pilastras, molduras e cornijas das janelas de sacada.

A legenda apresenta uma terminologia mais especializada e rigorosa que não encontramos em inventários ou outros documentos da época.  Observamos, ao nível do piso nobre, que a sequências das salas é precedida de um espaço referido como “Sala Vaga” nomenclatura que encontramos, embora de forma rara, em inventários e documentos do século XVIII.  Ligado com o patim das escadas, este espaço articula-se de um lado com a capela e do lado oposto com uma sequência de espaços mencionados como “Ante sala de serventia”, “sala de visitas” e livraria, que pela localização acumulava funções de gabinete.


Bibliografia:

Carita, Helder “do scriptorium ao gabinete e à casa da livraria. Espaços  da escrita  nos interiores da casa senhorial em Portugal” in Casas Senhoriais Rio-Lisboa e seus Interiores, UFRJ/UNL/FRESS, Lisboa-Rio de Janeiro, 2014, pp. 25-49

Encontro de Culturas-oito séculos de Missionação Portuguesa, Catálogo, Lisboa, Conferência Episcopal Portuguesa, 1994, p.388



 

PTCD/EAT-HAT/11229/2009