A Casa Senhorial

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Palácio do Catete

Palácio do Catete
Palácio Nova Friburgo
XIX - XX
1858/1865
Brasil

O arquiteto responsável foi o alemão Gustave Waehneldt (1830-1873), contratado a partir de 1858. A obra contou com a participação de escultores, estucadores, gravadores, pedreiros, carpinteiros, entre outros da Alemanha, Portugal e França. Destacam-se a participação de Quirino Antonio Vieira, responsável pelos ornamentos e esculturas da fachadas, e do pintor alemão Emil Bauch, principal responsável pela decoração dos interiores.

Arquitectura

O Palácio do Catete está situado em amplo terreno na Rua Catete, frente no antigo Largo do Valderato, com divisa na Rua Silveira Martins, antiga Rua do Príncipe, e fundos com a Praia do Flamengo. Com edifício implantado na testada do lote, tem uma grande área arborizada que se estende até a praia.

Originalmente mais plano com árvores e palmeiras, o jardim foi acrescentado de lago, cascata, grutas e coreto. O antigo chafariz do Largo do Valderato compõe hoje o centro das aleias de palmeiras do parque.


O Palácio do Catete é composto por três pavimentos e apresenta morfologia cúbica muito semelhante a palácios renascentistas, como o Palazzo Strozzi em Florença e o Palazzo Corner em Veneza. As fachadas, principal e lateral esquerda, bastante similares, apresentam divisão tripartida, enquanto a fachada lateral direita tem entrada secundária, e da face posterior se abre no térreo para uma varanda com guarda-corpo de ferro.

A cornija que percorre todo o entorno é sustentada por modilhões, sob platibanda decorada com cinco águias de bronze na fachada principal, e duas nas extremidades da fachada posterior.  Nas quatro fachadas, a bossagem em pedra granito do andar térreo forma uma espécie de silhar, diferenciando este dos demais pavimentos com acabamento em mármore róseo.

A fachada principal, defronte para a Rua do Catete, é dividida verticalmente por quatro extensas pilastras, sendo o vão central maior que os laterais. O térreo tem como elemento de destaque o pórtico central emoldurado por pilastras em mármore branco e lintel clássico decorado com palmetas e acrotérios. As janelas em arco pleno ladeiam a entrada e compõem aos pares os dois vãos laterais. Os dois pavimentos superiores apresentam sequência de sete janelas-portas de vergas retas com decoração semelhante ao pórtico central, com pilastras laterais e lintel clássico com palmetas e folhagens espiraladas. Todas as janelas são rematadas por balcão com balaustrada.

Portal de entrada

Fachada lateral: Rua Silveira Martins

A face lateral esquerda apresenta estética semelhante à fachada principal, mantendo a divisão tripartida ao longo dos três pavimentos. No térreo, seis janelas em arco plenos são distribuídas pelos três vãos. Os andares superiores mantém a mesma tipologia com sequência de sete janelas-portas de vergas retas, lintel decorado e balcão, mas nos vãos laterais menores, os quatro pares de janelas-portas ladeiam nichos retangulares guarnecidos de estátuas de mármore executadas pelo escultor português Quirino Antonio Vieira. 

 Fachada do Jardim

A face voltada para o parque apresenta a composição mais assimétrica em relação ao restante do edifício, sendo o térreo ligado ao jardim através de cinco portas em arco pleno, que se abre para extensa varanda. Para cada lado da mesma, duas janelas em arco-pleno completam as extremidades térreas da fachada. A varanda tem guarda-corpo e seis colunetas de ferro sustentando a cobertura que forma o terraço do segundo pavimento. O guarda-corpo superior é idêntico, a exceção dos vasos que adornam a balaustrada de ferro. Os pavimentos superiores são semelhantes entre si com sequência de nove janelas de vergas retas, sendo que o terceiro tem as cinco janelas-portas centrais acrescidas de balcões. 

Fachada de Serviço

Na face lateral direita, a entrada secundária define o acesso funcional do prédio, muito utilizado durante o período presidencial. Mantém a mesma divisão tripartida da fachada principal e da Rua Silveira Martins, mas difere-se de ambas no número reduzido de janelas. No terceiro pavimento, as seis janelas de verga reta distribuem-se aos pares entre os três vãos. Já no segundo, a articulação com o edifício anexo na extremidade direita reduz para cinco, o número de janelas, sendo que as duas centrais se abrem para o terraço com guarda-corpo de ferro, semelhante ao da face posterior do prédio. O terraço saliente configura a cobertura que abriga a entrada lateral feita através de uma única porta em arco-pleno do térreo. Assim como o segundo pavimento, a assimetria determina a distribuição desigual das quatro janelas arqueadas do térreo. 


ALMEIDA, Cícero Antonio F. Catete: memórias de um palácio. Rio de Janeiro: Museu da República, 1994.

FOLLY, Luiz Fernando Dutra et alli. Barão de Nova Friburgo: impressões, feitos e encontros. Rio de Janeiro: UFRJ/EBA, 2010.

FRANÇA, Renata Reinhoefer Ferreira. Arquitetura, imaginário e poder no palácio do barão de Nova Friburgo. Disponível em: . Acesso em: 12 de fevereiro de 2014.

MATHIAS, Herculano Gomes. O Palácio do Catete. In: Anais do Museu Histórico Nacional. v. XV. Rio de Janeiro: Imprensa Nacional, 1965.

 ______. Museu da República: Guia do Visitante. Rio de Janeiro: Museu da República, 1994.

PROURB, FAU-UFRJ (professores e alunos). Um palácio na cidade. Disponível em: http://mare.nce.ufrj.br/laurd/trabalhos/catete/. Acesso em: 12 de fevereiro de 2014.

Fotografias atuais cedidas por Ana Lucia V. Santos e Ana Claudia Torem.

1858 Construído pelo cafeicultor e comerciante Antônio Clemente Pinto (1795-1869), barão de Nova Friburgo. O palácio foi ocupado pela família em 1866, um ano antes do término das obras do então denominado Palácio Nova Friburgo.

1870 Com a morte da baronesa, o edíficio é herdado por Antônio Clemente Pinto (1830-1898), futuro conde de São Clemente.

1889 A propriedade é vendida à Companhia do Grande Hotel Internacional, cuja dívida foi quitada por seu maior acionista, o conselheiro Francisco de Paula Mayrink, que assume o imóvel.

1895 Após hipotecar o imóvel ao conde Modesto Leal e ao Banco da República, o conselheiro Francisco de Paula Mayrink vende o Palácio à Fazenda Federal, pela quantia de 3.000 contos de réis. No mesmo ano, têm início das obras de adaptação do palácio e seu jardim para abrigar o Poder Executivo.

1897 É inaugurada a nova sede da Presidência da República, que passa a se chamar Palácio do Catete.

1909 (?) São recoladas na platibanda as esculturas de águias, conforme projeto original, e o Palácio passa a ser conhecido como Palácio das Águias. 

1938 A propriedade é tombada pelo Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.

1954 O então presidente Getúlio Vargas suicida-se em seu quarto, no terceiro andar do Palácio.

1960 Com a inauguração da nova capital do país, Brasília, a 21 de abril de 1960, e a transferencia do Poder Executivo, o Palácio é transformado em museu, o Museu da República.

Tombamento Federal 6/4/1938, Livro Histórico vol. 1, inscrição 7. Livro de Belas Artes, vol. 1, inscrição 20.


Tombamento Federal 6/4/1938, Livro Histórico vol. 1, inscrição 7. Livro de Belas Artes, vol. 1, inscrição 20.

Programa Interior

Programa geral – tipologia e  planta

Entrada/vestíbulo/átrio 

1º. Piso

A estrutura planimétrica do embasamento demonstra que o elemento compositivo principal tem o seguinte eixo: uma porta de entrada pequena, quase uma seteira, como para evitar o olhar da rua para dentro de prédio; e a imediata dilatação do vestíbulo pelas colunas laterais, definindo as comunicações possíveis, com as salas laterais menores ou, na direção do eixo principal, para subir pela escada no segundo andar.

 Após a mudança de uso, os presidentes entravam no prédio pela porta de serviço lateral, e fica evidente a inexistência de uma comunicação entre essa entrada e a escada principal. É razoável supor, portanto, que os presidentes usavam o elevador para acessar o segundo andar. O embasamento, assim, é mais um elemento intermediário entre a rua e o piano nobile que uma estrutura funcional com uma personalidade própria.

O segundo elemento importante é o salão principal, no bloco defronte ao jardim, pela relação entre ele e o jardim, através das grandes portas de vidro que abrem sob o teto da galeria. Evidentemente, não possuía uma função pública importante na casa original, já que o acesso só é possível ao longo das salas laterais ou através da pequena sala intermediária entre a porta de serviço e o salão. Um detalhe que merece ser evidenciado é o desenho do piso de madeira, com as faixas concêntricas para o meio da sala, formando uma espécie de funil óptico.



Escadarias nobres:

Piso nobre

2º. Piso

O desenho da planta define uma composição assimétrica baseada na articulação dos três espaços "nobres" – o salão nobre, o salão amarelo e a sala dos banquetes – coloca o salão amarelo como intermediário entre os dois; a sua significação justifica, na fachada lateral, a acentuação das três janelas que identificam o salão.

A estrutura da escada, com dois ramais, não privilegia a entrada axial do salão nobre, mas as duas portas laterais de acesso, ao salão amarelo e à galeria que comunica também com a capela.

 A estrutura do sistema decorativo tem como objetivo a valorização máxima destes três ambientes com apelo às referências francesas e aos elementos barrocos – espelhos, pinturas, esculturas e ornamentos.

Nas salas de "transição", a decoração tem um caráter mais tranquilo, como no salão azul, ou mais particular, que na casa original podia ser vinculado às funções; caberia supor que o salão mourisco tenha sido utilizado pelos homens depois do jantar (salão de fumar) e a sala pompeana para as mulheres. Em geral, são evidentes as decorações mouriscas e pompeanas e sua relação com as atividades íntimas – e não de intensa participação social. É também o caso da capela, com as cores obscuras e as referências religiosas nas paredes.

3º. Pavimento

 A autonomia do espaço privado vem definida pela impossibilidade de acesso desde o vestíbulo principal. A introversão funcional é representada pela ausência dos muros. Ou seja, mesmo se é um ambiente inacessível, a galeria superior tira a imagem do peso visual dos muros (que é uma das características do sistema compositivo clássico: ir do mais leve, em cima, até o maior peso no chão). Essa transparência que produz a galeria é acompanhada pela proximidade do lucernário cromático que define a atmosfera lumínica no espaço central da escada.

Espaço Central

Como elemento de transição do exterior para o interior, estabelece a passagem da cidade para o mundo mágico da riqueza e da cultura. A mensagem simbólica abandona a linguagem da arquitetura e cai no mundo das alegorias e da figuração. O esquema de desenho vai aumentando a leveza do espaço desde o térreo até a claraboia cromática. Na entrada, predominan as colunas até o arco, que muda o nível do chão para acessar a escada. Ainda é neutro o espaço do ponto de vista decorativo, concentrando tuda a força expressiva na escada. Uma vez que se chega no "piano nobile", as imagens artísticas eliminam a percepção arquitetônica. Os muros são cobertos de painéis e murais com figuras femininas e alegóricas da mitologia grega. É o mundo clássico, atemporal, que mostra a eternidade da arte e da cultura, sob a proteção dos deuses do Olimpo.
Esse mundo de conto de fadas está relacionado com a valorização da riqueza do dono do prédio.   

Os balaústres da escada, os elementos decorativos nas paredes e teto, as esculturas e os elementos para a iluminação do interior criam uma vibração de luz e cores, que dissolvem o espaço na abertura da galeria do terceiro andar e na luz cromática do vitral que fecha o cortile.



Azulejaria
Estuques
Piso 0, divisão 1 Saguão 

No esquema de enquadramento arquitetural, as duas grandes paredes laterais são dividias verticalmente por quatro pilastras sobrepostas por três arcos rebaixados em sequência, formando uma arcada cega. O capitel dórico é composto por um conjunto de frisos trabalhados em relevo, sendo estes, o abáco simplificado, o equino formado por um friso de motivo cordiforme, um friso de óvalos e um astrágalo de contas e polias e, no alto do fuste um friso com rosetas e folhas intercaladas. Encaixilhando os arcos rebaixados, um friso de motivo cordiforme. A cornija simples e sem relevo tem como acabamento superior e inferior, um friso de motivo cordiforme.

O forro plano e simétrico é seccionado pelas arcadas centrais formando três seções isoladas, as quais são ricamente tratadas com nove caixotões (lacunários), painéis afundados preenchidos com baixo-relevo estucado, decoração tipicamente renascentista. Na seção medial do teto, os três caixotões são flanqueados por painéis retangulares guarnecidos de ornamento de plano limitado com média figura feminina, enrolamentos de acanto, gavinhas e flores, e são decorados com medalhão elíptico, cujo motivo central é a Estrela da República. Os dois laterais recebem um grande florão com folhas de acanto, folhagens espiraladas, flores e roseta no cerne, motivo que se repete também nos demais medalhões das outras duas seções do forro. Todos exibem modinatura composta por frisos elípticos de palmetas, astrágalo de contas e polias, motivo cordiforme; e quatro cantoneiras com ornato vegetalista. Cercando cada lacunário, uma moldura com sequência de rosetas e um friso de óvalos. O contorno que sobressai aos caixotões é costurado por um fino friso de óvalos românico e, dois largos frisos de entrelaçamentos dividem em três partes cada seção do forro.



Piso 0, divisão 2  Sala de Exposição Temporária

A cornija saliente é composta por uma sequência de: mísulas decoradas com folhas de acanto, friso de óvulos e dardo, astrágalo de contas e polias, e na base um friso com motivo cordiforme sobre outro astrágalo de contas e polias. Os seis painéis quadrados dispostos nas duas laterais do forro recebem modinatura em estuque branco, composta por um friso duplo de motivo cordiforme e óvulos com dardos que se estende também pelo grande compartimento central, abarcando os pequenos painéis triangulares e o grande medalhão elíptico, o qual se insere ainda em um fino friso cordiforme. No cerne, roseta tripla em relevo estucado.

Piso 0, divisão 4 Salão Ministerial

A cornija apresenta modinatura composta por um largo friso de dentículos, intercalado por um friso com motivo cordiforme e um fino astrágalo de pérolas em estuque dourado. Formando uma passagem contínua, a sanca é ricamente trabalhada com sequência de guirlandas de flores variadas e médias figuras femininas cujos enrolamentos de acanto se prendem a uma espécie de candelabrum decorado com folhagens e laços, estes, atados às guirlandas.

O teto retangular apresenta plano de enquadramento com traçados geométricos de disposição simétrica e grande reserva elíptica central, no entorno da qual se enquadram doze seções poligonais menores e quatro seções retangulares alinhadas nas laterais maiores. As seções são delimitadas por modinatura composta de um friso interno dourado com motivo cordiforme e outro externo de folhagens. Um largo toro de frutas contorna todos os compartimentos, sobre o qual doze pequenas rosetas são distribuídas em sentido cruciforme, e duas maiores deixam cair pendentes os lustres. Arrematando todo o conjunto, uma cercadura composta de toro de entrecruzamento (feixes de junco e fitas) e moldura de folhas de acanto se estende entre a sanca e o teto

Piso 0, divisão 5 Exposição Temporária

O forro abobadado tem seu sistema de compartimentação geométrica delimitado por molduração de estuque branco e dourado. A cornija estreita e pouco saliente combina dois pares de frisos sendo o inferior composto por friso com motivo cordiforme e friso de cordão entrelaçado, e no cimácio astrágalo de pérolas e outro friso com motivo cordiforme. A sanca é entrecortada por modinatura composta de toro de cordão entrelaçado entre dois frisos com caneluras, formando os oito painéis laterais e os quatro de cantoneira. No teto, todos os compartimentos geométricos são enquadrados por uma larga moldura em estuque branco, formada por dois frisos com motivo cordiforme e dardos unidos de modo invertido. Cada vértice dos apainelados é rematado por uma pequena roseta clássica em relevo dourado. No centro, um florão em estuque branco e dourado com folhagens de acanto, espigas de milho e roseta clássica.

Piso 1, divisão 1 Escada Principal
A rica decoração estucada que compõe o vão da escada combina motivos em baixo e alto relevo branco sobre fundo vermelho e detalhes em dourado. Abaixo da cornija alta, caneluras e óvalos, o friso superior em baixo relevo estucado é decorado com ornamento clássico de enrolamentos de acanto, gavinhas e cisnes, destacando medalhões circulares com máscaras femininas e masculinas em alto relevo. As pilastras da zona parietal central têm seus fustes decorados com ornamento de plano limitado semelhante.

A cornija baixa separando a zona central parietal do largo friso superior é composta de friso simples com caneluras ladeado por um friso de folhagens e outro de óvalos, passando pelos capitéis das pilastras que exibem rosetas douradas no colarinho. Forma também o lintel das portas assentado por duas mísulas trabalhadas com volutas e folha de acanto, encimando um friso em baixo relevo branco sobre fundo dourado, composto de mascarão com folhas ao centro, aonde partem folhagens espiraladas, gavinhas, flores e folhas. Os umbrais são formados por uma moldura dupla com caneluras e um friso com motivos cordiformes.    

A modinatura em arco dos seis painéis pictóricos combina uma larga cercadura em três faixas, frisos de óvalos, de folhas, astrágalo de cordão entrelaçado e astrágalo de contas e polias. Entre os arcos, medalhões ostentam figuras femininas aladas que se apoiam sentadas na moldura circular. Os medalhões são ladeados por três pequenos painéis de cantoneira guarnecidos de ornatos vegetalistas.

Piso 1, divisão 2 Corredor

Nas paredes, a cornija de entablamento é composta, na parte superior saliente, por um friso clássico de cimácio seguido de um fino friso de motivos cordiformes. A parte inferior apresenta friso de óvalos e dardos que corre sobre uma moldura larga com caneluras. A cornija baixa é composta por friso clássico de cimácio, um friso simples e friso de óvulos e dardos, delimitando a zona parietal superior. A cornija baixa forma também o capitel das pilastras, o qual tem o colarinho decorado com três rosetas clássicas.

As seis molduras em arco dos painéis pictóricos combinam uma larga cercadura em três níveis e friso de óvalos e dardos. Entre os arcos, conjunto de pequenos painéis guarnecidos de motivo ornamental de folhas de acanto e pinha. O alisar das portas em relevo estucado é composto por um friso de motivos cordiformes e coroado com baixo relevo de ornamento de plano limitado composto por folhas de acanto ao centro de onde partem enrolamentos, rosetas e pinhas. Os três compartimentos quadrangulares do forro apresentam fina moldura dourada em relevo com motivo de ornamentação vegetalista. 

Piso 1, divisão 3 Capela

O forro abobadado apresenta plano de enquadramento formando dois painéis retangulares principais delimitados por modinatura em estuque com frisos clássicos externos de óvalos e de folhagem grega, abrangendo sequência alternada de mísulas e rosetas. Os frisos clássicos recebem pintura dourada. O teto é emoldurado por uma espessa cercadura, recortada por um toro de estuque branco composto por rosas, cravos, tulipas e folhagens. O recorte forma uma espécie de conjunto de lajotas esculpidas com onze painéis hexagonais regulares, dos quais três são guarnecidos de ornamento gênero romano formado por roseta ao centro de onde partem simetricamente folhagens e gavinhas de acanto. Vinte pequenas seções triangulares apresentam um diminuto ornato de folha e voluta e nos quatro vértices e laterais da cercadura, seis compartimentos em forma de losango regular são guarnecidos de roseta romana de oito divisões envolta por enrolamentos de gavinhas e acanto. Todos estes compartimentos são emoldurados por friso de folhagem grega pintado em dourado. A larga cercadura apresenta ainda oito pequenas seções poligonais que arrematam os quatro vértices de cada grande painel principal, as quais são ornadas com cabeças de anjos.

A sanca destaca-se do teto pela cor de fundo pintada em azul ultramar e é ricamente trabalhada ao gosto romano de sequência alternada de médias-figuras femininas aladas e cruzes trifólias, ligadas por pesadas guirlandas de flores encimadas por cabeças de anjo. A média-figura apresenta a parte inferior do tronco formada por um ornato com volutas e uma saia de folhas de acanto dourada; a cruz trifólia, apoiada sobre um ornamento de folhas e gavinhas de acanto é decorada com motivos de laçaria dourados e tem seu interior rebaixado, também pintado em dourado. A larga cornija é composta por quatro partes distintas: um fino friso de óvalos seguido de um friso de dentículos sob um barrado de sequência de mísulas e um friso clássico de folhas de acanto.

Piso 1, divisão 4 Salão Azul

No teto compartimentado, a ornamentação liberta-se da pintura decorativa para privilegiar os motivos trabalhados em relevo estucado cinza e dourado. Reserva central ovalada decorada com conchas, palmetas em concha, enrolamentos em “C”, rosas e folhas de acanto. No cerne da composição, florão de acanto cercado por uma moldura de rosas, cravos e margaridas. Da época de Luís XIV, vê-se o mosaico, uma espécie de treliça guarnecida de florzinhas preenchendo os quatro compartimentos do entorno. Uma fina modinatura dourada define os espaços, acompanhada de uma sequência de folhagens espiraladas que arrematam os quatro cantos com um grande ornato de concha e folhas de acanto.

Contornando todo o conjunto, uma larga moldura de folhas de louro atada por laçaria e um friso de óvalos, chegam às cantoneiras formando quatro pequenas reservas circulares guarnecidas de roseta de acanto e decoradas com motivos de laçaria atada por concha. Um largo friso externo é completado por uma sequência de Amores, portando guirlandas floridas, que seguem contornando todo o perímetro. Um toro clássico de entrecruzamento separa o forro da sanca, que é decorada com sequência de mísulas estucadas em forma de enrolamentos em “C”, cuja arqueadura é guarnecida de feixe de frutas. Os vértices recebem acabamento com ornato de palmeta e, a base é composta por um friso retilíneo de conchinhas. Os motivos de conchaspalmetas em concha e as figuras de Amores conferem ao ambiente um gosto Luís XV, enquanto de seu repertório destaca-se, o gênero neoclássico das guirlandas de flores, dos frisos de óvalos, dos motivos de laçarias, dos toros de louro e de entrecruzamentos.

Piso 1, divisão 5 Salão Nobre

Composições mesclando elementos arquiteturais e figuras em alto e médio relevo de inspiração renascentista, caracterizam o efeito monumental da ornamentação estucada do Salão Nobre. Encimando as paredes, o friso formando uma arcada cega percorre toda a extensão da sala, onde os arcos guarnecidos de pintura decorativa apresentam rica molduração composta por um toro de folhas de louro, flanqueado por uma moldura de folhagens e outra de motivos cordiformes. No alto de cada arco, a molduração recebe acabamento com ornato em alto relevo de máscara feminina e guirlanda de flores. Intercalando cada arco, eleva-se a figura de um putti em escala aumentada, ressaltando ainda mais a grandeza do conjunto. As figuras portam diferentes atributos como lanças, arcos e instrumentos musicais.  

A cornija largamente ressaltada e trabalhada estende-se por sobre a arcada cega, unindo todo o enredo estucado do conjunto. A base recebe acabamento com friso de motivos cordiformes, a sequência de mísulas romanas com folhas de acanto e volutas forma pequenos compartimentos retangulares densamente preenchidos por rica ornamentação. Na face superior, os compartimentos são guarnecidos de roseta envolta por um cordão de pérolas e ladeada por folhas e flores; na face frontal são enquadrados por moldura de óvalos e guarnecidos de máscara feminina em alto relevo e enrolamentos de acanto. O branco e o dourado se misturam cobrindo as formas relevadas.   

Acima da pesada cornija alonga-se o forro retangular, cujo centro apresenta imponente reserva oval pintada, articulada a uma exornada cercadura de molduras e toros estucados. De grande volumetria, a modinatura enriquecida de estuque branco e dourado não deixa espaço algum ao vazio; partindo da reserva central, uma fina moldura de folhagem dourada enquadra a grande pintura decorativa, seguida de um largo toro de frutas e legumes, uma moldura de entrelaçamentos e rosetas e uma moldura de flores. Segue um extenso friso composto de painéis pictóricos, os quais são emoldurados por um friso de óvalos e dardos. Completando a sequência repetem-se a moldura de flores e a moldura de entrelaçamentos e rosetas e, uma moldura clássica de caule e folhas de acanto marca a interseção com a cornija. Quatro florões com folhagens de acanto e uma dupla moldura de óvalos definem a ornamentação dos quatro cantos do forro. Os florões são flanqueados por duas figuras de Amores envoltas em enrolamentos de acanto e trabalhadas em alto relevo estucado.

Piso 1, divisão 6 Salão Pompeano

No plano do forro retangular com compartimentação geométrica e regular, elementos de relevo plástico inspirados no Renascimento Italiano. Reserva central cruciforme dividida em dez compartimentos losangulares e doze triangulares com molduração formando “caixotões” ou lacunários, quatro guarnecidos com datas comemorativas e seis com rosetas e coroas de louro atadas por laçaria, pintados em dourado sobre fundo azul celeste (nos losangulares). Os lacunários são cercados por um fino astrágalo de pérolas dourado, seguido por um friso de folhagens e óvalos, e um friso dourado sem relevo. A molduração que compõem toda reserva central é constituída por um friso com motivo renascentista de rosetas em estuque branco sobre fundo vinho. Completando a composição, uma espessa modinatura externa formada por astrágalo de pérolas, moldura romana de folhas de acanto, e um toro de cordão entrelaçado, e nos quatro cantos em cruz da reserva central, lacunários quadrangulares guarnecidos com o Brasão de Armas da República. Arrematando todo o conjunto decorativo, um friso dividido em dezesseis compartimentos lineares, percorre toda a extensão do forro, onde o interior de cada painel é decorado com baixo-relevo branco sobre fundo vinho, representando motivo renascentista de mascarão com folhas, gavinhas e enrolamentos de acanto. Os compartimentos em “L” dos quatro cantos apresentam ainda roseta romana no centro do ornamento.

A cornija ricamente trabalhada é composta por sequência de pares de mísulas romanas intercalados por festões de flores brancos inseridos em compartimentos retangulares de fundo vinho, e por painéis lineares de cor vinho decorados com friso de meandro dourado.

A parte inferior da cornija recebe arremate com molduragem composta por sequência de três frisos pintados de dourado, sendo o mais largo um friso com motivo cordiforme seguido de dois finos astrágalos de pérolas. A cimalha é ornada com molduragem mais rebuscada compreendendo um friso com caneluras em vinho, um friso de óvalos dourados e um astrágalo de cordão.



Piso 1, divisão 7 Salão Amarelo

O plano do forro apresenta um grande compartimento circular com molduração formada por um toro decorado com frutas e legumes à maneira naturalista, e contornado por uma fina moldura externa. Contém uma seção circular central ricamente trabalhada em relevo branco e dourado, sendo o cerne composto por uma roseta romana emoldurada por um toro clássico de louro, laçaria entrecruzada e rodeada por oito medalhões com motivos florais estilizados. Um astrágalo de corda forma um semicírculo contornando a parte superior de cada medalhão e,  oito pequenas pinhas atadas por um laço circulam pelo contorno relevado da vigorosa composição central.

A divisão oitavada do grande compartimento, forma seções trapezoidais idênticas, enquadradas por uma dupla moldura dourada e guarnecidas de pintura decorativa, onde a parte inferior de cada seção é arrematada por um ornamento de plano limitado em baixo-relevo, de mascarão com folhas ao centro donde partem simetricamente, folhagens de acanto espiraladas, gavinhas e rosetas.

Intercalando cada seção, um ornato esculpido na forma de fuste de candelabro se estende do largo toro externo até a fina moldura dourada que delimita o suntuoso núcleo estucado. Uma pequena máscara feminina ladeada por enrolamentos de acanto decora a extremidade superior do fuste. Nos quatro cantos, arrematando todo o conjunto circular, quatro compartimentos triangulares com lado em curva e cercadura dourada, guarnecidos de relevo branco sobre fundo amarelo representando media-figura feminina centrada, e folhagens de acanto espiraladas.

Cinco compartimentos retangulares idênticos, alinhados formando uma faixa contínua arrematam apenas dois lados opostos, dos quatro que formam o perímetro do forro. Recebem ornamento de plano limitado em baixo relevo com roseta ao centro, donde partem simetricamente folhagens de acanto espiraladas, gavinhas e palmetas nas extremidades.

A cornija é composta por modinatura ricamente trabalhada com sequência de mísulas clássicas, intercaladas de pequenos lacunários pintados em tom avermelhado e guarnecidos de rosetas brancas. A parte inferior recebe friso com dentículos e a cimalha é decorada com um friso côncavo com caneluras intercalado por um astrágalo de pérolas e um friso de óvalos, em relevo branco e dourado.

As portas são encimadas por frontões ondulados e enriquecidos com relevo plástico em branco e dourado. Na base, um ornamento retilíneo clássico de mascarão com folhas donde partem para os lados folhagens e gavinhas de acanto, é cercado por um fino friso dourado e encimado por um friso de óvalos. Nas laterais, dois ornatos em forma de volutas e acanto. A parte superior do frontão apoia-se sobre uma estreita cornija trabalhada com friso cordiforme, que sustenta duas grandes volutas decoradas com motivos fitomorfos, rosetas douradas e ao centro um ornato de coroamento em forma de leque com elementos vegetalistas.

Piso 1, divisão 8 Salão Mourisco

Esquema de divisão parietal composto por três seções horizontais, sendo estas o silhar em mármore e, as zonas central e superior cujas superfícies recebem tratamento estucado no sistema mourisco de ornamentação e cor, ao gosto das decorações do Palácio Alhambra em Granada. A palheta cromática do estuque baseia-se na aplicação das primárias azul, vermelho e amarelo, neste caso o dourado.

Em baixo relevo, a zona central interrompida por meias-colunas, é decorada com padronagem contínua e diagonal de motivos losangulares, e o capitel das colunas com arabescos e ornatos vegetais. A zona superior apresenta sequência de dez arcos com decoração no intradorso do tipo muqarnas ou ornamentos esculpidos em estalactite, formando uma arcada cega onde o interior recebe o mesmo acabamento da zona central. Insere também pequenos arcos dourados,  guarnecidos de pintura de personagens mouros. Dois pequenos compartimentos triangulares guarnecidos de ornamento mouro de arabescos arrematam o espaço acima do extradorso.

Alternando-se com os arcos superiores, frisos verticais compostos por motivos geométricos de rosetas dão continuidade às colunas e,  são encimados por mísulas ricamente trabalhadas em relevo azul e dourado. Separando às duas zonas parietais, destaca-se um largo friso composto por motivos vegetalistas e astrágalos de cordas.

O plano do forro tripartido apresenta três compartimentos idênticos na forma de grandes “caixotões” retangulares, decorados com padrões entrelaçados de interseção de linhas equidistantes, onde o estuque evoca a forma de uma renda geométrica. As linhas se cruzam compondo motivos em forma de estrela. Cada compartimento é encaixilhado por uma moldura saliente que contorna a área retangular passando pelas mísulas. A face inferior da moldura é decorada com o friso geométrico de rosetas, enquanto as laterais, que conferem profundidade aos três compartimentos, são ricamente trabalhadas com sequência de pequenas lacunas em cujo interior se insere um motivo floral. A modinatura é composta ainda de delicados astrágalos de contas, de corda e de pequenas rosetas em relevo dourado

Piso 1, divisão 9 Salão dos Banquetes

Nas paredes, a estrutura formal é recortada por apainelados em relevo estucado com estreita modinatura de friso de cordão entrelaçado, arrematada com ornatos fitomorfos no centro e nas extremidades, os quais são aplicados também aos painéis de sobre-porta. O alisar das portas é decorado com um estreito friso com motivo cordiforme (folhas aquáticas) e coroado com ornato estucado central de cártulado século XVIII, donde partem simetricamente enrolamentos de acanto e rosas.

A cornija é trabalhada de maneira simplificada com modinatura, composta de um friso grego de palmetas e de um fino astrágalo de contas, para dar lugar à sanca de inspiração neogótica levemente encurvada e ricamente trabalhada, a qual ostenta uma sequência de arcos ogivais decorados com ornamento de plano limitado de enrolamentos de acanto mesclados a folhinhas de trevo características doornamento medieval. No detalhe, um pequeno ornato dourado em forma de cul-de-lampe ou fecho pendural. Os arcos são intercalados pelo relevo de médias-figuras aladas ostentando cada uma, diferentes iguarias em ambas as mãos. Toda a extensão linear da pesada sanca é encimada por modinatura composta de uma moldura de laçarias e outra de folhas de acanto.

O teto compartimentado é dividido em seções quadriláteras distintas, alternando pintura e estuque, as quais recebem a mesma moldura em relevo dourado com motivo cordiforme. Dois grandes compartimentos laterais retangulares são guarnecidos de ornamento de plano limitado com roseta central em estuque marrom e dourado, e motivos medievais de folhagens, flores e trevos trabalhados em relevo claroOutros quatro compartimentos trapezoidais que recebem a mesma ornamentação, circundam a grande reserva central com pintura decorativa neoclássica e cercadura de toro com motivos naturalistas de flores e frutos em estuque marrom.

Piso 2, divisão 1 Passadiço


Pintura Decorativa

Piso 0, divisão 1 Saguão

Acabamento decorativo parietal com pintura marmorizada. No esquema de enquadramento arquitetural, as duas grandes paredes laterais são dividias verticalmente por quatro pilastras dóricas sobrepostas por três arcos rebaixados em sequência, formando uma arcada cega. A zona interna dos arcos recebe pintura em faux marbre simulando o tipo veiado Branco de Carrara,  enquanto a parte externa acima da arcada, o estreito intradorso e as cornijas dos portais simulam o brecha Lioz. A parede frontal tem a seção superior dividida em fiadas de blocos isódomos pintados em faux marbre Branco de Carrara. No silhar, no roda-meio e no fuste das colunas, o marmorizado simplificado tem acabamento lustroso, sem veios ou granulação.


Piso 0, divisão 2 Sala de Exposição Temporária

O forro tripartido apresenta no centro grande medalhão elíptico com pintura decorativa no gênero das decorações para panneau de Gillot e Watteau. Oito delicadas seções curvilíneas são guarnecidas por dois motivos: um ornato de folhagens, flores e gavinhas; e um emblema atado por laçaria com papéis, pena e folhas de louroAbraçando a grande reserva, quatro pequenos painéis triangulares recebem ornato pictórico composto de cisne, folhagens e rosetas. Os dois compartimentos retangulares que ladeiam o centro são divididos em três painéis guarnecidos de ornamento de plano limitado composto por uma grande figura de Amor,  de onde partem folhagens espiraladas, gavinhas e rosetasTodo o conjunto recebe cercadura com friso continuo de grega do tipo stencil ou pochoir. Intercalando teto e cornija, um friso de elementos vegetalistas percorre toda extensão do forro. A cornija saliente é decorada com sequência de pequenos painéis pictóricos, com ornato de pinha, folhagens e enrolamentos de acanto.


Piso 0, divisão 4 Salão Ministerial

Nas paredes, a estrutura formal apresenta o sistema de lambris de apoio, onde o silhar, o roda-meio e o rodapé recebem revestimento apainelado de madeira. Na zona nobre, uma extensa cercadura em relevo percorre todas as paredes abarcando grandes painéis pictóricos em trompe l’oeil simulando decoração com tecido adamascado azul, sendo o padrão repetitivo realizado com pintura do tipo stencil ou pochoir.

O tecido fingido é envolto por uma modinatura dupla, onde a parte interna em tons de amarelo-ouro é ricamente pintada com efeitos de sombra e luz, ostentando quatro ornatos de cantoneira e dois centrais com motivos de folhagens, flores, flor-de-lis; e um fino friso demarcando o contorno irregular. A parte externa tem traçado retilíneo, formatando o grande painel retangular, cujo ornato principal tem formato em “X” e é composto ao centro da estrela, símbolo da República, e nas laterais uma flor-de-lis donde parte um ramo de louro, símbolo da vitória e da fama. A ornamentação se repete nas quatro laterais da moldura.

As cornijas dos cinco portais são encimadas pela pintura em trompe l’oeil de uma cártula barroca simulando relevo estucado, decorada com guirlanda de flores e feixes de flores e frutos. Destaque para a esfera de relevo fingido ao centro, ora tratada com a faixa “ordem e progresso”, ora com as estrelas da República.

No teto compartimentado, a grande reserva elíptica central é guarnecida de pintura com temática neoclássica de cena mitológica, representando Baco e Ariadne, filha do rei Minos, de Creta, que em desespero por ter sido abandonada por Teseu, é consolada por Baco, que a toma como esposa, cópia adaptada da obra O repouso de Diana de Domechino, pintor do barraco italiano. Os quatro compartimentos do entorno são decorados com ornamento de plano limitado pintado, representando folhagens de acanto espiraladas, mescladas a aves e fruteiros ou vasos. Todas as demais seções que cercam o conjunto recebem o mesmo tratamento pictórico, elementos figurativos empregados na forma de ornamentação, motivo característico dos afrescos do renascimento italiano.

 


Piso 0, divisão 5 Exposição Temporária

O forro abobadado apresenta sistema de compartimentação tripartida, formando uma reserva quadrada ao centro, subdividida em um grande painel octogonal cercado de oito pequenos triangulares. Livre de preenchimento, o painel central apresenta roseta estucada no cerne, que recebe arremate com moldura circular com pintura do tipo stencil ou pochoir, e efeitos de sombra e luz simulando estuque dourado. O motivo curvilíneo é composto de delicados arabescos, contas e folhinhas de hera estilizada. Na cercadura do octógono, outro friso contínuo com os mesmos efeitos ilusionistas, combina arabescos, flor-de-lis, folhagens espiraladas, volutas e folhinhas de hera, evoluindo sobre um finíssimo fundo branco estriado.

A grande reserva quadrada é flanqueada por duas seções retangulares e simétricas, as quais são divididas em sete partes, sendo o centro octogonal cercado por mais seis pequenos painéis triangulares, todos guarnecidos de ornamento de plano limitado formado de arabescos e folhagens espiraladas, semelhantes aos motivos de painel do renascimento florentino. A pintura é do tipo pochoir “à plat”, em uma única cor e sem efeitos ilusionistas.

A larga sanca é também fragmentada em seis grandes seções retangulares e ricamente decorada,  com pintura de arabescos e elementos figurativos de gênero renascentista, sobre um fundo azul ultramar. As composições reúnem duas figuras femininas ao centro, mescladas a folhagens espiraladas, gavinhas, folhinhas de hera e flores,  sendo que dois arranjos apresentam uma fonte ornada de cisnes, e os demais, dois vasos com buques florais. Os quatro vértices recebem um composé com arranjo floral onde partem folhagens e gavinhas.

Piso 1, divisão 1 Escada Principal

Na escada principal o sistema de divisão parietal se estende até o passadiço do segundo piso e é composto de cinco zonas, sendo estas: o silhar alto que recebe pintura marmorizada simulando blocos em aparelho isódomo; um friso inferior com compartimentação geométrica guarnecida de pintura marmorizada; a zona central com programa decorativo variado; um largo friso superior composto de arcos e painéis retangulares; e um friso de cimácio abaixo da cornija que apoia o balaústre do andar superior.

A pintura figurativa de temática mitológica destaca-se nos grandes painéis retangulares do friso superior e representa de um lado o Conselho dos Deuses e do outro a Festa de Casamento de Cupido e Psyche. Os seis arcos que compõem também o friso superior são guarnecidos de pintura com temática de cenas como: Venus e seu filho Cupido, Cupido visita Júpiter, Psyche trazida ao Olimpo por três Amorini, Venus conduzindo sua carruagem, Cupido e as três Graças, Venus e seu Pai. Todas as pinturas são de inspiração renascentista e copiadas dos afrescos de Rafael na Loggia de Cupido e Psyche, Villa Farnesina em Roma. O programa pictórico apresenta ainda na zona central, quatro painéis representando as Alegorias da Arquitetura, Pintura, Poesia e Escultura. Uma moldura pintada com friso de grega preto e branco confere acabamento aos painéis e vitrais da zona central, aos grandes painéis retangulares, e arremata também os umbrais das portas. 


Piso 1, divisão 2 Corredor

No corredor de planta retangular, o sistema parietal é composto por três seções horizontais, sendo estas: silhar, zona central e friso superior. O silhar e o rodapé são percorridos por pintura marmorizada, enquanto a zona central é dividida por pilastras, definindo apainelados retangulares pintados à imitação de mármore do tipo Amarelo Flor. As pilastras recebem também tratamento marmorizado. O friso superior, situado entre a cornija baixa e a de entablamento, é dividido em oito compartimentos pintados em trompe l’oeil simulando relevo estucado. Cenas com grupos de Amores decoram os dois painéis retangulares, enquanto os demais, inseridos em arcos de volta inteira, são guarnecidos de ornamento de plano limitado com motivos renascentistas de figuras masculinas, espfruteiro e folhagens espiraladas. Entre os arcos, pequenos medalhões circulares recebem a mesma ornamentação vegetalista. O forro é dividido em três seções quadrangulares equivalentes, intercaladas por dois frisos policromáticos de padrões entrelaçados característicos da antiguidade clássica grega. Cada seção do teto apresenta roseta central monocromática pintada em stencil ou pochoir, e é contornada por um estreito friso com motivos vegetalistas estilizados pintado em stencil.

Piso 1, divisão 3 Capela

Esquema de divisão parietal em duas seções onde o silhar é composto por um lambri de madeira, formando sequência de compartimentos vazados em forma de cruz e de quadrado, os quais recebem pintura marmorizada simulando o alicante vermelho e o verde mar. A seção superior ou área nobre da parede é dividida em apainelados retangulares distintos, decorados com pintura do tipo pochoir ou stencil com padrão de costura losangular, ornatos fitomorfos estilizados e cruzes. Os painéis predominantemente vermelhos, são emoldurados por uma cinta com fundo amarelado que recebe pintura em pochoir de folhagens e gavinhas estilizadas.   

O forro abobadado apresenta plano de enquadramento com traçados geométricos regulares, destacando-se dois painéis retangulares principais com modinatura em estuque, e guarnecidos de pinturas sacras, sendo estas “Transfiguração de Cristo” e “Imaculada Conceição”.  No entorno do conjunto, larga cercadura em relevo, formando compartimentação apainelada com oito seções hexagonais dos santos São Lucas, São Marcos, São Paulo, São Mateus, São Judas Tadeu, São João Evangelista, São Simão e São Pedro pintados sobre fundo dourado.     


Piso 1, divisão 4 Salão azul

Esquema de divisão parietal em duas seções onde o silhar, o rodapé e o roda-meio recebem pintura marmorizada. A seção parietal superior apresenta esquema de apainelados com fina cercadura, que enquadram delicadas molduras,  pintadas com motivos de cochas e máscaras femininas, combinadas a folhagens espiraladas e guirlandas de flores, ao estilo das decorações de lambris de Blondel. No detalhe, duas figuras femininas sobre tripé abarcando arranjo de flores, pintadas na base inferior de uma das molduras pictóricas.

A sanca é decorada com uma sequência de mísulas estucadas em forma de enrolamentos em “C”, intercaladas por painéis pintados com pequenas composições de arabescos que alternam o naturalismo dos motivos de fruteiros e vasos de flores. O teto é desprovido de pintura decorativa.


Piso 1, divisão 5 Salão nobre

Sistema de divisão parietal composto por três seções horizontais sendo estas: o silhar abaixo dos espelhos; a zona central com pilastras ladeando portas, janelas e espelhos; e o friso superior composto de sequência de dezesseis arcos de volta inteira guarnecidos de pintura decorativa com temática neoclássica. Os painéis em arco representam cenas das Metamorfoses de Ovídio, dentre elas Apolo mata Píton, Apolo e Dafne, Apolo servindo o Rei de Admeto, Apolo e Midas, Apolo e Jacinto, Apolo mata a ninfa Coronis, Artemis e Apolo matam os filhos de Niobe, Morte de Procris.

Os fustes das pilastras recebem ornamento de plano limitado de gosto renascentista desenhado com arabescos, combinando cálices com flores e folhagens espiraladas, figuras humanas e medalhões contendo bustos femininos e masculinos. A pintura é do tipo grisaille sobre elegante fundo dourado, ricamente trabalhada com efeitos de sombra e luz.

O teto de planta retangular, compartimentado por molduras e toros estucados de grande volumetria, apresenta imponente reserva central oval guarnecida de pintura decorativa de autoria de Armando Viana. Realizada em tela marouflée, a pintura representa os deuses do Olimpo, sendo em primeiro plano à esquerda, a figura de Hermes e, à direita, a de Eros. Em segundo plano, ao centro a figura de Zeus.

Enquadrando todo o conjunto central, se estende um friso composto de oito painéis retangulares e quatro de cantoneira decorados com ornamento de plano limitado, combinando folhagens espiraladas, folhas de parreira, animais, figuras femininas e masculinas. A pintura é do tipo grisaille sobre fundo dourado. 

Piso 1, divisão 6 Salão Pompeano

A estrutura parietal do Salão Pompeano apresenta a clássica divisão em três seções horizontais e ainda as divisões verticais determinadas pela alternância de doze pilastras, sendo a zona superior separada por uma larga cornija que completa os doze capitéis. A pintura decorativa de composição variada apresenta características pictóricas do Quarto Estilo “Teatral”, do qual se destaca uma sequência de arquiteturas ilusionistas na zona superior, formando um largo friso.

Os motivos são diferentes templos e pavilhões com jardins, onde se desenvolve a ilusão na forma teatral de figuras masculinas e femininas representando cenas da mitologia grega. Nos painéis retangulares acima das pilastras, os templos de caráter mais ornamental são predominantemente azuis e vermelhos e comportam figuras aladas, figuras sobre pedestais e pequenos troféus com atributos guerreiros e instrumentos musicais. Encimando as quatro portas que dão para o exterior, largas áreas monocromáticas em azul sugerem os motivos de “Tapeçaria” característico do Quarto Estilo. Do Primeiro Estilo, destaque para o silhar pintado em faux marbre à imitação do Brecha Verde Antigo delimitado por uma moldura com caneluras pintada simulando o mármore Portor.

 

A zona central das paredes é cortada verticalmente pelas pilastras, formando três grandes painéis sem ornamentação, onde é aplicada pintura monocromática vermelha em referência ao colorido quente do Quarto Estilo. Os fustes das pilastras recebem ornamento vertical ao estilo pompeano dos arabescos e grotescos de Pompéia e do Renascimento. Uma profusão de motivos arcaizantes tais como Vitórias sustentando candelabros, vasos sobre tripés, médias-figuras aladas, cornucópias, grifos com caudas em volutas, águias, delfins, cisnes se juntam a fitas, folhagens e flores formando composições simétricas de proporções alongadas. Nas ornamentações centrais, destaque para quatro pequenos pavilhões abrigando figuras femininas distintas, portando atributos que representam a Agricultura, a Forja, a Navegação e o Comércio. Um pequeno quadro em uma das composições de vértice representa o momento da erupção do Vesúvio. A forma, as cores e a ornamentação de todo conjunto pictórico reúne em um mesmo programa decorativo, o efeito do contraste entre o plano e o volume: a representação bidimensional e a profundidade espacial, características marcantes do Quarto Estilo Pompeano.

 


Piso 1, divisão 7 Salão Amarelo

Esquema de divisão parietal em três seções sendo estas: o silhar achatado e composto por uma sequência de painéis que recebem pintura marmorizada simulando o brecha vermelho; a zona central dividida em grandes vãos verticais com dez pilastras de larguras distintas; e um amplo roda-teto em forma de friso. A pintura em trompe l’oeil sobre fundo ocre, define a ornamentação clássica de repertório italianizante que desliza pelo friso e pelas pilastras. O primeiro, fingindo baixo-relevo típico do ornamento romano, é composto de enrolamentos de folhas de acanto ao redor de uma roseta, partindo de médias-figuras, as quais se repetem ao longo de toda extensão linear. Grupos de amores, animais, folhas de parreiras, objetos e símbolos, juntam-se às folhagens espiraladas para narrar a história de Roma com seus costumes, personagens e episódios, dos quais se destacam a origem da cidade com o mito de Rômulo e Remo, a travessia do Rio Rubicon, as sacerdotisas Vestais trajando vittae e suffibulum, o surgimento do Cristianismo, a águia e o acrônimo S.P.Q.R. utilizado na expansão imperial, além de inúmeras referências à arquitetura, à pintura, à agricultura, à astronomia, às diversões populares como circo, corridas de bigas, lutas de gladiadores e às grandes batalhas de conquista territorial.

As pilastras têm seus fustes decorados com ornamento vertical de gosto renascentista onde a composição de arabescos reúne motivos diversos como mascarões, tripés, delfins, figuras híbridas, flores e frutas, medalhões octogonais contendo máscara feminina e masculina, gavinhas e folhagens de acanto. As pilastras mais largas que ladeiam as janelas têm como motivo principal da composição uma grande cártula com rolos guarnecida de máscaras, além de amores, delfins e dragões.

O forro apresenta sistema de compartimentação regular geométrica, onde ao centro, o grande medalhão circular oitavado forma seções idênticas guarnecidas com pintura das quatro virtudes cardinais Temperança, Justiça, Fortaleza e Prudência; das três teológicas Fé, Esperança e Caridade; e a virtude da Fidelidade.

Datado de 1896, um grande painel com pintura a óleo sobre tela marouflée, assinado por Antônio Parreiras e Décio Villares, completa a decoração parietal da sala. A temática representa paisagem de jardim, onde ao fundo vê-se um casal em trajes renascentistas tocando alaúd

Piso 1, divisão 9 Salão dos Banquetes

Nas paredes, a estrutura formal apresenta o sistema de lambris de apoio, onde o silhar, o rodameio e o rodapé recebem pintura marmoriza. A zona nobre é recortada por apainelados de tamanhos distintos guarnecidos de ornamentação pictórica variada: sobre as portas, pinturas românticas de paisagens, como vistas litorâneas, campestres e paisagem de ruinas.

Inspirados na leveza do gosto Luís XVI, os verticais painéis de cantoneira são decorados com feixes pendentes de caça e pesca atados por laçaria; os grandes painéis centrais abrigam a pintura de finas e delicadas folhagens espiraladas que se enrolam em Amores e deixam cair pequenos atributos de caça; e na zona parietal entre as janelas, três cartuchos gênero século XVIII abrigam diferentes arranjos de flores com laços de onde pendem outros três atributos de caça e pesca.  

A sanca de inspiração neogótica, ostenta uma sequência de arcos ogivais contendo painéis em semicírculo com pintura figurativa de naturezas-mortas nos mais variados temas.  No teto, o sistema de compartimentação geométrica define uma grande reserva central octogonal guarnecida de pintura neoclássica mitológica, representando Diana caçando, alusiva à obra do pintor barroco Domenichino.

No entorno, se alinham simetricamente repartindo a superfície, quatro grandes painéis trapezoidais e dois retangulares decorados com motivos estucados, outros oito pequenos painéis retangulares são guarnecidos de pintura representando puttis esvoaçantes, portando flores e atributos de caça e pesca. O conjunto é arrematado por uma moldura de configuração apainelada, na qual cada seção retangular recebe ornamento de plano limitado com motivos renascentistas de folhagens espiraladas, gavinhas e rosetas; e nas cantoneiras quadrangulares, pequenos arranjos de trevos serrilhados.

Decoração Diversa
Piso 0, divisão 1 Saguão

Pavimento em ladrilho hidráulico policromado formando compartimentos retangulares decorados com padrões geométricos variados, e cercaduras decoradas com ornato de entrelaçamento e estreito friso de folhas de acanto estilizadas.

No compartimento central, o desenho dos ladrilhos forma grande motivo ornamental composto por medalhão guarnecido de águia, cercado por duas largas molduras, sendo a interna de folhas de louro e laçaria, e a externa com sequência de entrelaçamento e flor. Esta última compõem também as molduras de quatro medalhões menores do entorno dispostos de maneira cruciforme. São guarnecidos de motivo de estrela de oito pontas. Arrematando o arranjo principal, quatro ornatos de cantoneira guarnecidos de motivos de rinceau e palmeta. O conjunto é encaixilhado por friso de folhas de acanto estilizadas.

Esculturas de bronze em vulto redondo destacando-se “Caçada ao Jaguar” de fabricação alemã da Fundição Gust Vonh Gladenbeck e M.Geifs, 1861; “A Leitura” e “A Escrita” de fabricação francesa da Fundição Val d’Osne; "Perseu Libertando Andromeda" de fabricação da Fundição Artística da Casa da Moeda, 1927; “O Pudor” de fabricação alemã da Fundição Kahle, século XIX.

Arandela em bronze com cabeça de leão de onde parte duplo braço em curva, decorado com volutas e folhagens. Cúpulas esféricas de vidro fosco.

Na entrada principal, portal duplo em ferro forjado de gosto renascentista ricamente ornamentado, onde a grade vazada é composta de enrolamentos de acanto envoltos por folhas de parreira e uvas. Contornado por moldura de pequenos botões, o centro se abre para abrigar em cada banda de porta, uma figura feminina na parte superior, seguida de águia no meio, e máscaras raiadas sobre palmeta em concha na parte inferior. No alto, agrafe composto de palmetas e volutas duplas. Outros motivos como rosetas, gavinhas, cornucópias e golfinhos completam a ornamentação da porta. Coroando a parte superior, arremate do tipo cresteria com sequência de folhas de acanto, parreira e fino friso de contas e polias. Soleira decorada com ladrilho hidráulico representando ornato de mascarão com folhas e motivos de rinceau.



Piso 0, divisão 4 Salão Ministerial

Paredes revestidas com lambri de apoio à grands cadres em Mogno, formando sequência de apainelados com divisões geométricas que lembram motivos de strapwork. Lustres em bronze e mangas de vidro jateado. Os braços são decorados com motivos fitomorfos, sendo seis superiores sustentando mangas esféricas pontilhadas de pequenas estrelas; doze ao centro sustentando mangas cônicas; e seis inferiores sustentando mangas do tipo tulipas.  Arandelas em bronze com três braços e mangas cilíndricas de vidro jateado.

Sanefas em madeira de perfil simples e tecido em tonalidade ocre com acabamento em lambrequim franjado, cobrindo cortinas com braçadeira lateral. Pavimento em tábua corrida bicolor.



Piso 1, divisão 1 Escada Principal

Escada do tipo “Imperial” de três lanços e dois braços, com par de pedestais em mármore francês Campan Mesclado, que sustentam duas grandes estátuas-lampadário de bronze.  Os pedestais se repetem aos pares no primeiro patamar e já no alto do segundo pavimento, totalizando seis lampadários. Degraus em mármore branco com espelhos em ferro fundido decorados com friso de gregas, óvalos e astrágalo de pérolas; e ferragens com ponteira de pinha para fixação de passadeira.

Balaustrada em ferro forjado, cujo corpo é ricamente trabalhado com pesados motivos de rinceau mesclados a folhas de parreira e figuras de Amores em bronze dourado abrangidos pelas folhagens espiraladas; e corrimão em madeira de perfil abaulado. O guarda corpo no patamar do segundo pavimento possui duas médias-figuras femininas aladas em bronze dourado, que portam uma grande esfera circunscrita em moldura de estrelas, apoiada sobre uma grande águia.

Dois pares de vitrais policromados nas paredes laterais flanqueiam a subida da escada principal. Cada conjunto é composto de três painéis verticais decorados com motivos renascentistas de arabescos, médias-figuras, folhagens espiraladas e gavinhas em meio a figuras da mitologia; e medalhão central guarnecido de diferentes cenas mitológicas.

Pavimento do primeiro patamar revestido com ladrilho hidráulico com padrão losangular alternado motivos estilizados de arabescos, vegetalistas e azuis sem ornamentação. Cercadura clássica de grega.



Piso 1, divisão 2 Galeria dos vitrais

Na Galeria que interliga Sala de Banquete, Capela e Escada Principal, par de vitrais policromados decora a zona nobre da parede voltada para o vão das escadas. Cada conjunto é composto de três painéis verticais decorados com motivos renascentistas de arabescos, médias-figuras, folhagens espiraladas e gavinhas em meio a figuras da mitologia; e medalhão central guarnecido de diferentes cenas mitológicas.

Lustre em bronze e cristal. Meia esfera formada por cordões de cristal em forma de contas, presos a um disco de bronze na parte inferior, preenchendo toda volta, e também ao arco de bronze que se prende ao teto.



Piso 1, divisão 3 Capela

Paredes revestidas com lambri de apoio em Mogno formando apainelados de formato cruciforme. A cornija baixa ou barra de rodameio recebe acabamento com fino friso de óvalos em bronze dourado. Lustre francês em bronze e cristal com arco duplo de diâmetros distintos, totalizando trinta e seis mangas de cristal lapidadas com motivos geométricos e fitomorfos.

Alisares das portas com molduração tripla sendo a externa decorada com motivos corniformes. O lintel em madeira esculpida é ricamente coroadocom frontão interrompido e volutas, medalhão central guarnecido de busto feminino em alto-relevo, sobre par de consolos. Motivos clássicos como palmetas, rinceau, frisos de óvalos e motivos cordiformes arrematam a ornamentação. Todo conjunto recebe pintura na cor cinza. Portas duplas com almofadas que recebem apliques em bronze dourado com motivos de arabescos e figuras aladas. Maçaneta em bronze dourado na forma de média-figura feminina alada, volutas de acanto e roseta.

Pavimento em parquet de madeira policromada formando padrão repetitivo de cruzes entrelaçadas a estrelas de oito pontas.








Piso 1, divisão 4 Salão azul

Lustre francês em bronze com braços na forma de volutas e acanto que sustentam sessenta mangas de cristal decoradas com motivos fitomorfos, em meio a colares e pingentes decristal. Na parte inferior da haste, pingentes e esfera de cristal lapidado.

Sanefas em madeira esculpida dourada decoradas com friso de caneluras e óvalos, tendo ao centro motivo de cártula sustentada por dois puttis em meio a galhos de loureiro. Acabamento com saia em tecido adamascado e borda de lambrequim franjado. As cortinas do mesmo tecido recebem braçadeira lateral.

Portas duplas com almofadas sem ornamentação e alisares com molduração tripla simples. Lintel coroado com ornato esculpido em estilo Regência, com cártula de feuillesgodronnées, flanqueada por folhas de acanto e encimada por flor de girassol.

Piso em parquet policromado de padronagem geométrica com efeitos de sombra-luz, formando estrelas tridimensionais de oito pontas. Cercadura externa com efeitos de sombra-luz, formando padrão em zigue-zague tridimensional.

Piso 1, divisão 5 Salão nobre

Par de lustres franceses em bronze com haste central decorada no topo com três felinos alados, aro central com friso de grega, e braços em voluta sustentando trinta e seis mangas de cristal decoradas com motivos fitomorfos. 

Sanefas em madeira esculpida, decoradas com friso de palmeta em branco e dourado. Acabamento com saia em tecido acetinado com motivos de coroa de louro e palmeta, e borda de lambrequim franjado. As cortinas do mesmo tecido recebem braçadeira lateral.

Portas duplas com almofadas decoradas com friso de motivos cordiformes e apliques em bronze dourado com ornatos gênero Império. Alisares pintados em tonalidade clara, com molduração dupla sendo a externa decorada com motivos corniformes. Maçaneta em bronze dourado na forma de média-figura feminina alada, volutas de acanto e roseta.

Pavimento em parquet de madeira policromada formando padrão geométrico de motivos estilizados, e cercadura externa com motivo grego de fita ondulada e palmeta estilizada.

Piso 1, divisão 6 Salão pompeano

Lustre francês em bronze com haste central decorada no topo com palmetas e acantos, aro central com friso de dentículos, e braços em voluta sustentando quarenta e oito mangas de cristal decoradas com motivos fitomorfos. 

Portas duplas com almofadas sem ornamentação e alisares pintados em tonalidade clara, com molduração dupla sendo a externa decorada com motivos corniformes. Maçaneta em bronze dourado na forma de média-figura feminina alada, volutas de acanto e roseta.

Pavimento em parquet de madeira policromada formando padrão geométrico de octógonos guarnecidos de ornato cruciforme, e cercadura externa de meandro e motivosde volutas estilizadas.



Piso 1, divisão 7 Salão amarelo

Lustre francês em bronze com haste central decorada no topo com máscaras femininas de gosto Regência, aro central com friso vazado de ornato de entrelaçamento e rosetas, e braços em voluta decorados com pingentes, sustentandoquarenta e duas mangas de cristal desenhadas com fond losanges. Cai pendente, esfera de cristal lapidado.

Sanefas em madeira douradade gosto Regência decorada com friso de pequenas cártulas e culots, tendo ao centro motivo de palmeta e acanto. Nas duas cantoneiras ornato pináculo e acanto.  Acabamento com saia em tecido adamascado e borda de lambrequim franjado. As cortinas do mesmo tecido recebem braçadeira lateral.

Portas duplas com almofadas decoradas com friso de motivos cordiformes e apliques em bronze dourado com ornatos gênero Império. Maçaneta em bronze dourado na forma de média-figura feminina alada, volutas de acanto e roseta. Alisares pintados em tonalidade clara, com molduração dupla, sendo a externa decorada com motivos corniformes.

Pavimento em parquet de madeira policromada formando padrão quadrangular geométrico, sendo cada quadrado guarnecido de ornato fitomorfo estilizado. Cercadura externa decorada com friso sequencial de círculos.

Piso 1, divisão 8 Salão mourisco

Paredes revestidas com lambri de apoio em mármore Rosso Alicante e barra de rodameio em granito negro. O granito compõe também as finas colunas que flanqueiam portas e janelas-portas da sala.

Lustre francês em bronze com haste central fixandoaro superior e inferior, ambos decorados com friso vazado de ornamento mouro estilizado. Os braços prendidos aos aros sustentamquarenta e quatro mangas de cristal desenhadas com fond losanges, e arrematadas por bobèches de cristal vermelho. Em baixo, disco tipo plafond de cristal vermelho. 

As sanefas em madeira esculpida e dourada repetem o mesmo ornamento parietal de motivo fitomorfo em curva tangencial, disposto em sequência linear sobre friso de pequenas conchas. Acabamento com saia em tecido com estampa orientalista simulando o tímpano de um arco do Pátio dos Leões no Alhambra. As cortinas em tecido vermelho recebem braçadeira lateral.

Portas duplas com almofadas sem ornamentação e alisares em granito negro com molduração dupla simples. Maçaneta em bronze dourado na forma de média-figura feminina alada, volutas de acanto e roseta.

Pavimento em parquet de madeira policromada formando padrão quadrangular geométrico, e cercadura externa de ornato quadrado de entrelaçamento.

Piso 1, divisão 9 Salão dos banquetes

Par de lustres franceses em bronze com haste central decorada no topo com folhas de acanto e pingentes de cristal, e braços em voluta decorados com pingentes, sustentando sessenta e seis mangas de cristal desenhadas com motivos fitomorfos. 

Sanefas em madeira decorada com ornato esculpido de cártula e enrolamentos de acanto. Acabamento com saia em tecido aveludado em fundo claro com motivos de guirlandas e feixes floridos,e borda vermelha de lambrequim franjado. As cortinas em tecido vermelho recebem braçadeira lateral.

Portas duplas com almofadas decoradas com friso de motivos cordiformes e apliques em bronze dourado com ornatos gênero Império e figuras portando gêneros alimentícios. Maçaneta em bronze dourado na forma de média-figura feminina alada, volutas de acanto e roseta. Alisares pintados em tonalidade clara, com molduração dupla, sendo a externa decorada com motivos corniformes;e lintel coroado com ornato central de cártulado século XVIII, donde partem simetricamente enrolamentos de acanto e rosas.

Pavimento em parquet de madeira policromada formando padrão quadrangular geométrico, contendo desenho de estrela de oito pontas em efeito de sombra-luz.

Piso 2, divisão 1 Passadiço

O Passadiço corresponde a uma galeria no segundo pavimento, através da qual são acessados os diversos cômodos do andar, como quartos e pequenas salas. É cercada por guarda-corpo de ferro forjado cuja ornamentação se assemelha à da balaustrada da escada principal, com motivos de rinceau e médias-figuras aladas. Os pedestais são encimados por grandes vasos de porcelana pintados com motivos florais e godrons filetados em dourado sobre fundo branco.

A estrutura neoclássica se apresenta na série de colunas coríntias dispostas ao longo do guarda-corpo, sustentando cornija ricamente trabalhada com estuques e pinturas. No alto, a claraboia retangular é composta de vitral policromado decorado com rinceau, frisos de óvulos, de gregas e rosetas nas quatro extremidades.





Equipamento Móvel
Equipamento Diverso


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PTCD/EAT-HAT/11229/2009