A Casa Senhorial

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Palacete Ribeiro da Cunha

Palacete Ribeiro da Cunha
XIX - XX
Portugal

Henrique Carlos Afonso (arquitecto), Casa Domingos Meira (oficina de estucador)


Arquitectura

Inserido na malha da cidade, no interior de um quarteirão. Situa-se na esquina entre a praça do Príncipe Real e a calçada da Patriarcal Queimada. A fachada do palácio está em contacto directo com a praça do Príncipe Real e o alçado posterior com o actual Jardim Botânico de Lisboa. Pertence à freguesia de São Mamede e está implantado num terreno em declive descendente de Sudoeste para Nordeste.

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A morfologia do edifício assenta numa composição de um prisma rectangular regular, com o canto sul arredondado e com a zona central do alçado posterior, a Nordeste, saliente. O palacete é constituído por quatro pisos: -1, 0, 1 e 2. A distribuição interior organiza-se em torno de um pátio central rectangular. A circulação vertical faz-se através de uma escada que parte do vestíbulo e que comunica com a escada de aparato que liga o piso 0 ao piso 1. A escada de serviço une todos os pisos e está situada imediatamente junto à cozinha. A circulação interior segue a lógica de distribuição em torno do pátio, com intercomunicação das divisões. O piso -1 corresponde à zona de serviços. O piso 0, está sobre-elevado em relação à rua e corresponde a uma zona privada da família. O piso nobre (1) corresponde a um conjunto de divisões intercomunicantes e tem o quarto principal na zona central, a Sudeste. O piso 2 corresponde à cobertura do palacete e alberga uma zona de quartos para família. A claraboia piramidal, central, com a dimensão do pátio interior, é rematada por quatro coberturas, com a forma de um bolbo em metal, situadas nas extremidades do volume quadrangular.

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Frontaria voltada a Oeste, para a praça do Príncipe Real, constituída por dois pisos separados por friso, inferiormente denticulado, encimado por faixa emoldurada com trilóbulos laterais, e dois panos delimitados e divididos por pilastras almofadadas de aparelho regular sobre plintos altos. Inferiormente, toda a fachada é percorrida por embasamento que se remata superiormente numa faixa larga, igualmente moldurada e de extremos trilobados, e quadrilóbulos a ladear o portal, encimada por uma cornija estreita.

O portal principal localiza-se no piso térreo do pano da esquerda, mais estreito, e é formado por uma tripla arcada em ferradura de moldura denticulada, sendo o arco central da porta maior provido de uma pedra de fecho saliente com decoração vegetalista. Nos laterais, de vão menor, inscrevem-se janelas estreitas. Os três arcos apoiam-se em duas colunas providas de capitéis campaniformes, de decoração vegetalista, encimados por ábacos salientes com denticulados e perifericamente em duas pilastras de almofadas rectangulares entre anéis salientes.

No 2º piso abre-se uma ampla janela de sacada com varandim de rendilhado de pedra com arabescos, apoiado em quatro mísulas escalonadas sobre o portal. A janela repete o número, perfil e decoração dos arcos do portal, embora mais pequenos, sendo os apoios feitos em quatro colunas de capitéis com decoração encanastrada.

No pano da direita, o embasamento é vazado por três janelas baixas, rentes ao chão, gradeadas, em arco polilobado, de remate em turbante sem moldura. No 1º e 2º pisos, três janelas em arco de ferradura de moldura denticulada sobre colunas embebidas, com capitéis encanastrados, que se elevam de mísulas encaixadas num friso.

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Fachada Sudoeste

A fachada sudoeste forma curva para a calçada da Patriarcal Queimada, onde se liga à fachada lateral. É constituída por cinco panos divididos por colunas, os periféricos muito estreitos, cegos, e apenas marcados por quadrilóbulos a nível das faixas do embasamento e separador do 2º piso. Os três panos principais são idênticos, possuindo cada um, no embasamento e no 1º piso, um vão e uma janela iguais às da frontaria e, no 2º piso, uma janela de sacada em cada pano, em arco de ferradura denticulado sobre colunas de capitéis encanastrados e com varandins de rendilhado de pedra com arabescos, sobre mísulas.

Fachada lateral Sul

A fachada sul é voltada à calçada da Patriarcal Queimada, com dois panos delimitados e divididos por pilastras almofadadas, o da direita mais estreito, e acompanhando a inclinação da rua, que desce de Oeste para Leste, fazendo com que o embasamento se eleve significativamente nesta direcção. Os vãos, que têm o mesmo recorte dos das outras fachadas, passam a marcar o piso térreo, aumentando de tamanho até formarem duas janelas muito altas no pano da direita, com ombreiras lisas. A separação entre pisos é feita de forma idêntica à das restantes fachadas. No 2º piso do pano da esquerda existem quatro janelas iguais às do 1º piso das outras fachadas e alinhadas com estas, o mesmo sucedendo no 3º piso, cujas quatro janelas são iguais às do 2º piso da frontaria.

No pano da direita, o 2º piso é marcado por duas janelas geminadas com moldura em arcos de ferradura denticulados e o 3º piso por duas janelas de perfil idêntico às anteriores, mas de sacada com varandins de rendilhado de pedra com arabescos, sobre mísulas.

Fachada posterior voltada a Leste, para o jardim, dividida e delimitada por pilastras almofadadas sobre plintos muito altos, com um corpo central avançado, ladeado por dois panos ligeiramente recuados e mais estreitos. O embasamento possui a altura do piso térreo onde, no pano central, se abre uma porta entre duas janelas todas de arco polilobado em turbante sem moldura e de ombreiras lisas.

No 2º piso, três grandes janelas em arco de ferradura de moldura denticulada sobre colunas abrem para um único varandim corrido de rendilhado de pedra com arabescos, sobre seis mísulas.

No 3º piso localizam-se três janelas de perfil idêntico às do 2º piso e só a central de sacada também igual às demais das restantes fachadas.

Os panos laterais apresentam ambos um esquema idêntico: no 1º piso, duas janelas de arco polilobado em turbante sem moldura e de ombreiras lisas; no 2º piso, duas janelas em arco de ferradura e no 3º piso duas janelas do mesmo perfil, de sacada, todas com tipologias iguais às das restantes fachadas.

O remate é constituído por uma cornija inferiormente denticulada, sustentando uma platibanda corrida, dividida por pilaretes, no eixo das pilastras e colunas separadoras dos panos, encimados por esferas vazadas que finalizam em agulha, e rematada por friso boleado onde assentam merlões recortados em escalonamento.

Sobre o telhado avultam três grandes zimbórios esféricos, um em cada extremo e outro sobre a esquina do edifício, marcados por molduras boleadas e filetes entrecruzados e geométricos, onde se abrem pequenos vãos circulares e em arco trilobado, rematados em pináculos com agulhas.


ANACLETO, Maria Regina – “Neoclassicismo e Romantismo”, in História da Arte em Portugal, vol. 10, Lisboa, Alfa, 1986.

ANACLETO, Maria Regina – Arquitectura Neomedieval Portuguesa (1780/1924), Lisboa, Fundação Calouste Gulbenkian / Junta Nacional de Investigação Científica e Tecnológica, 2 vols., 1997.

ANACLETO, Maria Regina – "A Casa Ribeiro Da Cunha", in O Neomanuelino, Catálogo de exposição (Comissão Nacional para as comemorações dos descobrimentos portugueses), pp. 127 - 130, Lisboa, 1994

BAIRRADA, Eduardo Martins – “A Praça do Príncipe Real e os vários Prédios que a circundam”, in Revista ICALP , nº 1, Março de 1985.

CONSIGLIERI, Carlos, RIBEIRO, Filomena, VARGAS, José M. e ABEL, Marília – Pelas Freguesias de Lisboa. De Campo de Ourique à Avenida, Lisboa, 1995.

FRANÇA, José-Augusto (dir.) – A Sétima Colina. Roteiro Histórico e Artístico, Lisboa, 1994.

FRANÇA, José-Augusto  – Monte Olivete, Minha Aldeia, Lisboa, 2001.

MEIRA, Avelino Ramos – Afife. Síntese monográfica, Afife, Junta de Freguesia de Afife, 1945.

VALE, Teresa e FERREIRA, Maria – Palacete Ribeiro da Cunha. IHRU: 2002 Ficha IPA.00015322 http://www.monumentos.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=15322

Século XIX

1877 – início da construção do palácio para residência do capitalista José Ribeiro da Cunha, projectado pelo arquitecto lisboeta Henrique Carlos Afonso. Na obra de decoração participou o estucador de Afife, Domingos Meira, com oficina em Lisboa. O edifício viria a servir de inspiração a um outro palacete construído em Manaus, c. de 1880, propriedade do comendador Evaristo Lopes Guimarães, natural do Lorvão.

1883 – falecimento de José Ribeiro da Cunha.

Século XX

1911 – o palácio foi vendido por D. Maria Carlota Paiva Cunha ao capitalista Ernesto Henrique Seixas.

1912 – execução de obras de alteração e ampliação efectuadas por iniciativa do novo proprietário, nomeadamente a construção de uma estufa.

1916 – construção de um pavilhão para guardar carruagens.

1920 – o palacete foi adquirido pelo capitalista Manuel Caroça, que realizou algumas alterações no interior.

1965 – era proprietário do imóvel o Dr. Lopo de Carvalho, famoso médico tisiólogo, que casara com a herdeira de Manuel Caroça.

Década de 80 – o palacete foi arrendado à Universidade Nova de Lisboa, que aí instalou os serviços da Reitoria, à excepção do último piso que continuou a ser utilizado pela família Lopo de Carvalho.

1997 – era proprietária do imóvel a Companhia Portuguesa de Administração Imobiliária, representada por Manuel António Lebre Lopo de Carvalho.

Século XXI

2005 – a Reitoria da Universidade Nova de Lisboa abandonou o palacete, ficando o edifício fechado.

2006 – proposta de transformação do edifício em hotel, com construção de um edifício no jardim.

2013, 6 de Setembro – inauguração de um espaço comercial no palacete.


Desenhos de fachadas, plantas e alterações, integrados no Arquivo Municipal da CML, Processo de Obra n.º 7346

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Coordenação:   Isabel Mendonça  /  Helder Carita     Julho de 2014 

Autoria dos textos referentes aos campos da ficha:

Isabel Mendonça – Estuques

Lina Oliveira – Arquitectura (Fachadas, Cronologia, Bibliografia) / Pintura Decorativa / Decoração diversa

Tiago Molarinho Antunes – Arquitectura (Enquadramento Urbano e Paisagístico, Morfologia e Composição) / Programa Interior

Programa Interior

Piso -1

O piso -1 tem acesso térreo na zona posterior pela divisão intercomunicante que abre para o corredor central. Semi-enterrado na zona da fachada, a Sudeste, corresponde a um conjunto de divisões afectas ao serviço da casa, das quais salientamos a cozinha, no canto Norte, equipada com elevador de monta-pratos. As restantes divisões com acesso pelo corredor central correspondem a divisões de apoio aos serviços, como despensas e acomodações para criados.


Piso  0

O piso 0, em contacto directo com o Jardim do Príncipe Real, está sobre-elevado em relação à rua e a entrada de aparato situa-se no canto noroeste. Pelo vestíbulo acede-se a uma escada de um lanço. Este piso destina-se a uma zona particular da família. No alinhamento do vestíbulo situa-se a escada de aparato, com acesso exclusivo ao piso superior. No mesmo alinhamento situam-se as escadas de serviço de comunicação com todos os pisos. A copa situa-se no canto norte, com uma divisão intercomunicante com a sala do pequeno-almoço. Junto ao alçado sudeste e à fachada sudoeste situa-se um conjunto de divisões intercomunicantes ortogonais, sendo excepção a divisão situada no canto sul, de desenho hexagonal.


Piso  Nobre (1)

O andar nobre, no piso 1, segue a lógica de distribuição organizada em torno do pátio. A copa situa-se no alinhamento da copa do piso 0, no canto norte, seguido de uma pequena divisão rectangular onde está instalado o elevador de cozinha. A sala de jantar, de desenho quadrado, encontra-se junto ao alçado posterior, a Nordeste. O conjunto das divisões junto ao alçado sudeste corresponde ao quarto principal. As divisões junto à fachada principal correspondem às salas de aparato.


Piso  2

O piso 2 segue a organização em torno do pátio e corresponde a um conjunto de quartos para a família.


Azulejaria
Estuques
Piso 0, divisão 3

Tecto de um plano, rectilíneo, com sanca apoiada em mísulas com acantos. As molduras que enquadram a grande rosácea central são constituídas por toros com folhagem de loureiro. Nos quatro cantos do tecto repetem-se as iniciais de Napoleão, confirmando o gosto Império dominante na decoração deste espaço. Estuques realizados pela oficina de Domingos Meira, no último quartel do século XIX.

Piso 0, divisão 4

Os capitéis das colunas que delimitam o espaço desta sala, de ordem compósita, mostram ornatos de gosto neo-rococó que se prolongam nos sobrearcos. O tecto é decorado com cartelas de fino recorte, decoradas com concheados, palmetas e flores. Estuques realizados pela oficina de Domingos Meira, no último quartel do século XIX.

Piso 1, divisão 2

Finas molduras de conteados, com apontamentos dourados, delimitam os painéis das paredes, acima de um lambril. Sobre as portas, panóplias de fachos e carcases com setas, suspensos de um friso de óvulos e dardos que percorre as paredes, logo abaixo da sanca. No tecto, a pintura central de temática mitológica é enquadrada por frisos, molduras e painéis de gosto neo-clássico, repetindo-se os meandros, as conchas, os toros enlaçados, as panóplias de fachos e carcases e os meninos com saiotes de acantos, característicos da linguagem ornamental dos novos grotescos. Estuques realizados pela oficina de Domingos Meira, no último quartel do século XIX.

Piso 1, divisão 3

Pilastras de fuste estriado, com apontamentos dourados, delimitam os painéis das paredes, acima de um lambril. Elaborados frontões com motivos vegetalistas e panóplias de instrumentos musicais rematam as portas. No tecto, emoldurado por faixas com enrolamentos de acanto e palmetas nos cantos, destaca-se, sobre um fundo engradado, a composição central com vasos floridos, fitas enlaçadas e enrolamentos de acantos. Estuques da oficina de Domingos Meira, último quartel do século XIX.

Piso 1, divisão 4

Tecto sanqueado, compartimentado em painéis decorados com motivos decorativos neo-clássicos, com apontamentos a ouro – urnas floridas, panóplias de fachos e carcases – emoldurados por boleados, godrões e rosetas. Nos quatro cantos, pares de pombas apoiam-se em cartelas floridas. Uma delicada grinalda de flores percorre a sanca. Sobre as portas coroas de flores enlaçadas em ramos de loureiro. Estuques da oficina de Domingos Meira, último quartel do século XIX.

Piso 2, divisão 1

A cúpula é revestida de um original padrão de gradinhas composto por pequenas flores de quatro e oito pétalas alternando sobre uma grelha de fundo recortado. Estuques da oficina de Domingos Meira, último quartel do século XIX.

Pintura Decorativa
Piso 0, divisão 1

Pintura mural de tecto imitando apainelados e almofadados perspectivados e perfilados com motivos geométricos, florais, folhagens estilizadas, arabescos e letreiros com escrita árabe.

Piso 0, divisão 3

Pintura das almofadas das portas com elementos vegetalistas estilizados dispostos simetricamente em redor de um fino candelabro, laçarias, elementos florais e ferroneries. Cercadura com grinaldas, elementos vegetalistas estilizados, volutas e florões.

Piso 1, divisão 1

Friso com pintura mural de grisalha perspectivada imitando grandes florões, enquadrada por molduras filetadas de folhas estilizadas e óvulos.

Decoração Diversa
Piso 0, divisão 1

Almofada de porta de madeira decorada com motivos vegetalistas estilizados a ladear elemento circular.

Puxadores metálicos de forma geométrica.

Portal em arco de asa-de-cesto de intradorso cairelado, com grande porta de madeira almofadada encimada por bandeira vazada por três óculos.

Almofadas de porta de madeira com flor inscrita numa estrela de oito pontas e ferragens com motivos vegetalistas e letreiro com escrita árabe.

Arcada tripla de pedra calcária constituída por arcos em ferradura, o central de maior flecha, sobre meias-colunas capitelizadas com folhas e motivos geométricos estilizados e ábacos côncavos.

Ferragem de fechadura e puxador metálico em forma de voluta com elementos vegetalistas.

Porta de madeira envidraçada com almofada inferior de topos trilobados.

Ferragem de fechadura metálica com elementos vegetalistas e maçaneta elíptica.

Portal em arco rebaixado de intradorso cairelado apontado, em pedra calcária, com pequenas pilastras nas ombreiras, e porta almofadada com formas lobuladas e rectângulos côncavos.

Escadaria de pedra ladeada por guardas de balaústres finos de ferro fundido, com bases vegetalistas e grilhagem volutada no remate superior, tendo no início pequenas urnas com asas em voluta.

Pavimento de lajes pétreas, brancas e negras, compondo desenho geométrico.

Grande taça sobre coluna estriada, decorada com elementos gomados, óvulos, conchas e volutas vegetalistas.

Lustre metálico em forma de taças suspensas, decoradas com elementos geométricos e vegetalistas estilizados.

Pequena porta de madeira rectangular, com avental recortado decorado com volutas e pequenas ramagens estilizadas.
Piso 0, divisão 2

Pavimento de pedra com secções quadrangulares e rectangulares de mosaicos cerâmicos brancos, negros, azuis e cor-de-tijolo, em composições geométricas centralizadas e simétricas, partindo de formas estreladas e com motivos de padrão geométrico.

Arcadas triplas de arcos em ferradura sobre colunas, com faces, capitéis e ábacos revestidas de rendilhados com arabescos e elementos vegetalistas.

Claraboia rectangular de vidro com caixilharia a imitar as asnas de um travejamento de telhado.

Janela e óculo envidraçados com caixilhos formando losangos.

Varandim com guardas de ferro fundido formando grilhagem geométrica de entrelaços.

Porta de madeira com almofadas lobuladas a emoldurar vitrais com motivos geométricos e florais e ferragens de fechadura recortadas com nastros e elementos vegetalistas.

Aquecedor de ferro com frente apainelada, composta por módulos de chapas quadrangulares.

Lustre metálico em forma de taça suspensa, decorada com elementos geométricos e vegetalistas estilizados.

Piso 0, divisão 3

Porta de madeira pintada com almofadas preenchidas com motivos vegetalistas estilizados e ferroneries emoldurada em arco recto encimado por cornija com friso de óvulos sobre mísulas altas decoradas com palmetas.

Parede revestida de pano com fundo bordeaux semeado de coroas de louro douradas.

Piso 0, divisão 4

Pequena arcada plena sobre colunas de calcário negro, apoiadas num murete do mesmo material, encimadas por capitéis coríntios pintados de dourado.

Porta envidraçada com moldura de madeira recortada com motivos concheados auriculares e ramagens estilizadas.

Piso 1, divisão 1

Escadaria de pedra com guardas de balaústres de ferro fundido, com motivos vegetalistas nas bases e grilhagem volutada superior, iniciando-se com duas estátuas de vulto metálicas, representando figuras masculinas trajadas como pajens que seguram candeeiros, e estão em pé sobre colunas metálicas decoradas com elementos vegetalistas.

Portas de madeira pintadas de branco, vermelho e dourado, com almofadas lobuladas e encimadas por cornija sob painel com flores e ramagens.

Vão em arco pleno com ombreiras e frente decorada com série de óvulos e folhas, com florão volutado no fecho, flanqueado por 2 óculos em forma de arco em ferradura com fecho vegetalista com remate em voluta, encimados por dois varandins com guardas de balaústres idênticos aos da escadaria.

Pavimento de pedra calcária branca e negra em composição geométrica.

Fecho de arco em forma de mísula volutada com motivos geométricos, vegetalistas e gomados.

Fecho de arco em forma de mísula volutada co motivos geométricos, vegetalistas e gomados.

Fecho de arco em forma de florão contendo volutas vegetalistas e concheado.

Moldura de arco e ombreira em madeira pintada de branco com motivos vegetalistas estilizados e óvulos.

Ao cimo da escadaria, adossada às guardas da mesma, coluna metálica decorada com motivos vegetalistas onde se eleva estátua feminina de bronze que transporta uma ânfora prolongada por candeeiro, com inscrição gravada: “HDUMAIG”.

Painel envidraçado com caixilhos em forma de estrelas inscritas em quadrados, formando composição geométrica.

Piso 1, divisão 2

Janela emoldurada em triplo arco de ferradura.

Ferragem de fechadura com puxador metálico elíptico e decorado com motivos vegetalistas e volutas estilizadas.

Porta apainelada pintada de branco e dourado com molduras cruciformes acantonadas de rosetas e ferragem de fechadura com puxador metálico elíptico e decorado com motivos vegetalistas e volutas estilizadas.

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Piso 1, divisão 3

Porta apainelada pintada de branco e dourado com molduras lobuladas e rectangulares côncavas.

Ferragem de fechadura com puxador elíptico e decorada com motivos vegetalistas e volutas estilizadas.

Puxador metálico elíptico com relevo de putto e moldura vegetalista.

Ferragens de porta com elementos florais, ramagens e volutas a enquadrar uma tocha acesa.

Piso 1, divisão 4

Porta apainelada, pintada de branco e dourado com molduras cruciformes acantonadas de rosetas e ferragem de fechadura recortada com elementos vegetalistas, nastros, contas e figuras fantásticas, e puxador elíptico com motivo floral.

Piso 1, divisão 5

Armário de madeira com portas almofadadas com ilhargas, rebordos e mísulas decoradas com motivos vegetalistas e ferragens de fechadura com volutas e elementos vegetalistas e uma taça de flores apoiada nas costas de dois putti com puxador elíptico vegetalista.

Pavimento de parquet em composição geométrica.

Ferragem de fechadura com motivos vegetalistas, volutas e um pequeno atlante, e puxador elíptico vegetalista.

Ferragem de porta com putto entre volutas.

Piso 1, divisão 6

Porta de madeira apainelada com friso superior de óvulos e duas pequenas almofadas rectangulares inferiores, com enrolamentos vegetalistas.

Bandeira de porta em arco rebaixado de abas sobre pilastras flanqueada por volutas, a ladear painel em relevo centrado por cacho de uvas enquadrado por volutas e ramagens.

Equipamento Móvel
Equipamento Diverso


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PTCD/EAT-HAT/11229/2009