A Casa Senhorial

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Palácio Quintela Farrobo

Palácio Quintela Farrobo
XVIII,XIX - XX
Portugal

João Baptista Hildebradt (arquitecto), Félix Salla (estucador), António Manuel da Fonseca (pintor), decorador José Cinatti (pintor decorador).

Arquitectura

Inserido na malha da cidade, o palácio está em contacto directo com o largo do Barão de Quintela e a rua do Alecrim. Integra o interior de um lote circunscrito por muro alinhado com a fachada e muro na zona posterior. É confinado lateralmente a Sul e a Norte por edifícios contíguos. A entrada das cocheiras situa-se a Sul do palácio e o jardim na zona posterior, sobre elevado e à cota da rua de trás. Pertence à freguesia de São Paulo e está implantado num terreno ascendente de Sul para Norte.

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A morfologia do edifício assenta numa composição de um prisma rectangular regular. O edifício apresenta uma cobertura com telhado de duas águas, com pendente para o interior nos dois saguões. A cobertura é ainda intersectada por um volume central octogonal (a sala vaga), com cobertura de oito águas e um telhado de duas águas que intersecta o volume da cobertura, rematado nos frontões da fachada e alçado posterior. Tem ainda um conjunto simétrico de janelas trapeiras na fachada, alçado Sul e posterior.

O edifício organiza-se em quatro pisos, correspondendo ao piso -1, 0, 1 e 2 (cobertura). Existe ainda um piso intermédio (mezanino), entre o piso 0 e 1, mas este reduz-se a um pequeno conjunto de duas divisões sobre a cozinha.

A entrada de aparato distribui-se com a escada de aparto para o piso nobre (1), com a cozinha e a partir desta para outras divisões ortogonais intercomunicantes. No piso nobre situa-se a sala vaga, imediatamente à escada de aparato, sendo este o ponto de distribuição para a zona particular e os salões nobres, junto à fachada, a Oeste. Para além da sala vaga foi possível aceder a quatro divisões, no piso nobre, e a um corredor de carácter privado, usado para circulação de serviços. Não foi possível aceder ao piso da cobertura.


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Frontaria voltada a Oeste para a rua do Alecrim, acompanhando o grande declive da mesma, descendente para Sul, notório no desnível do embasamento, que atinge a maior altura à direita da fachada, retirando um piso ao pano extremo da esquerda, ficando este com três pisos.

Divide-se em cinco panos, de largura desigual, por meio de pilastras, sendo o central e os dois extremos os mais estreitos, em corpos ligeiramente avançados, com organização simétrica, terminando em cunhal na esquina sudoeste.

O corpo central é centrado por um grande portal em arco pleno, de tímpano vazado e gradeado, entre pilastras superiormente estriadas com capitéis vegetalistas de volutas, enquadrado por espelho de almofadas, onde sobressai uma pedra de fecho. Ladeiam o portal duas janelas em arco rebaixado, ao nível do piso térreo, e no eixo destas, ao nível do 1º piso, duas janelas de moldura rectangular.

No 2º piso, três grandes janelas de sacada, rectangulares, ligadas pelo varandim curvilíneo de ferro forjado, a central de vão maior, ladeada por pilastras superiormente estriadas e rematada por um entablamento, encimado por frontão curvo que envolve uma grinalda segura por uma mísula com voluta. As janelas laterais são encimadas por cornijas.

No último piso abrem-se três pequenas janelas rectangulares transversais.

Remate em frontão triangular, vazado por óculo, ladeado por duas urnas com fogaréus no eixo das pilastras limítrofes do corpo central.

Nos panos laterais, surgem, no piso térreo, à esquerda, três janelas com molduras reentrantes em arco rebaixado com fecho saliente, no pano da direita, três portas de moldura em arco rebaixado. Os restantes pisos são idênticos nos dois panos: três janelas de moldura rectangular perfilada, no 1º piso; no 2º, três janelas de sacada com moldura rectangular, rematadas por cornijas e varandins de ferro forjado, sobre mísulas paralelepipédicas estriadas, apoiadas nas molduras das janelas inferiores e ligadas por friso separador; no 3º piso, três pequenas janelas rectangulares transversais.

No corpo extremo da esquerda, três pisos: no térreo, uma porta em arco rebaixado com contracurvas laterais prolongadas verticalmente a emoldurar uma pequena janela; no 1º piso, uma janela de sacada rectangular, rematada por cornija com varandim de ferro forjado; no 2º piso, pequena janela rectangular transversal.

No corpo extremo da direita, quatro pisos: no térreo uma porta em arco rebaixado; no 1º e no 2º uma janela de sacada em cada um, idêntica às dos restantes panos laterais; no 3º piso, uma pequena janela rectangular transversal.

Remate em cornija sob beiral.

Sobre o telhado uma trapeira ao centro de cada pano lateral, com janela em arco rebaixado rematado em cornija centrada por pequeno pináculo em pinha.

Encostado ao cunhal sudoeste, um pano de muro apainelado, aberto ao centro por grande portal em arco pleno de tímpano vazado e gradeado de ferro forjado, entre pilastras almofadadas e rematado por frontão curvo, flanqueado por duas janelas rectangulares gradeadas.

Remate em platibanda com dois vasos de pedra de cada lado do portal.

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Fachada Sul

Voltada para o pátio fechado pelo muro. Possui três panos, sendo os extremos mais estreitos e em corpos ligeiramente avançados.

O piso térreo é alto, precedido por uma escadaria de quatro lanços e quatro patamares, que está adossada longitudinalmente à fachada.

No corpo extremo da esquerda abre-se uma grande janela em arco rebaixado, gradeada; no 1º e 2º pisos, uma janela de sacada em cada um, iguais às da frontaria; no 3º piso, uma pequena janela rectangular transversal.

No pano central, o piso térreo é marcado por uma porta em arco rebaixado, duas janelas baixas em arco rebaixado e uma janela muito baixa de perfil idêntico; no 1º piso, quatro janelas rectangulares, tendo antes da última um arco fixado na parede, sobre a escada; no 2º piso, quatro janelas rectangulares; no 3º piso, quatro janelas transversais iguais às da frontaria.

No corpo extremo da direita, uma porta rectangular encimada por uma janela rectangular e, no último piso, a pequena janela transversal.

Remate em cornija sob beiral.

Sobre o telhado duas trapeiras iguais às da frontaria

Fachada norte adossada a edifício.

Fachada este voltada ao jardim.
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ANACLETO, Regina – “Neoclassicismo e Romantismo”, in História da Arte em Portugal, vol. 9, Lisboa, Círculo de Leitores, 1986.

ARAÚJO, Norberto de – Inventário de Lisboa, fasc. 8, Lisboa, 1950.

CALADO, Maria e FERREIRA, Vitor Matias, Lisboa. Freguesia da Encarnação (Bairro Alto), Lisboa, 1992.

FRANÇA, José-Augusto – A Arte em Portugal no Século XIX, Lisboa, 1966.

GALVÃO-TELLES, João Bernardo – “Da Rua Formosa à Rua do Alecrim: um passeio pelas residências lisboetas dos marqueses de Pombal”, in Olisipo, nº10, Lisboa, Outubro de 1999, pp.54-65.

SILVA, Raquel Henriques da - Lisboa Romântica, Urbanismo e Arquitectura, 1777 - 1874 [texto policopioado], Tese dout. , História da Arte , Univ. Nova de Lisboa, Lisboa, 1997.

VALE, Teresa e GOMES, Carlos – Palácio do barão de Quintela e conde de Farrobo, ficha IPA.00005195, IHRU, 1994. http://www.monumentos.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=5195.

VITERBO, Sousa – Dicionario Historico e Documental dos Architectos, Engenheiros e Construtores Portuguezes ou ao Serviço de Portugal, vol. II, Lisboa, Imprensa Nacional, 1904.

Século XVIII

1788 – Joaquim Pedro Quintela comprou terrenos contíguos as ruínas do antigo palácio do 2º marquês de Valença e conde do Vimioso, adquiridas em 1757 pelo seu tio Luís Rebelo Quintela e empreendeu a reedificação do mesmo.

Século XIX

1807 e 1808 – o general Junot tomou o palácio para sua residência e quartel-general, na sequência da 1ª invasão francesa.

1817, 1 de Outubro – Joaquim Pedro Quintela foi nomeado 1º barão de Quintela.

1822 ­ Joaquim Pedro, 2º barão de Quintela e 1º conde de Farrobo, levou a cabo uma campanha de redecoração e enriquecimento artístico do palácio, requisitando os serviços do arquitecto João Baptista Hildebradt, do estucador Félix Salla, do pintor António Manuel da Fonseca e do decorador Cinatti.

1828 – uma parte do palácio foi arrendada ao cônsul de França.

1873 / 1875 – funcionou no palácio o Grémio Literário.

1874 – em consequência da falência dos Quintela - Farrobo, o palácio foi adquirido em hasta pública pelo capitalista Mendes Monteiro, que o legou ao seu filho, António Carvalho Monteiro.

1878 – o pintor António Manuel da Fonseca restaurou as pinturas que ele próprio executara no palácio.

Século XX

1927 ­ o edifício era propriedade dos descendentes de Carvalho Monteiro, passando neste ano para a Casa Pombal em virtude do casamento de Maria Nazaré Monteiro de Almeida com Sebastião de Carvalho Daun e Lorena, 8º marquês de Pombal.

Décadas de 80 e 90 – funcionou no edifício o Instituto de Artes Visuais e Design, Marketing, S.A. (IADE).


Coordenação:   Isabel Mendonça  /  Helder Carita     Julho de 2014  

Autoria dos textos referentes aos campos da ficha:

Isabel Mendonça – Estuques

Lina Oliveira – Arquitectura (Fachadas, Cronologia, Bibliografia) / Azulejaria / Pintura Decorativa  / Decoração diversa

Tiago Molarinho Antunes – Arquitectura (Enquadramento Urbano e Paisagístico, Morfologia e Composição) / Programa Interior

Programa Interior

Piso 0

A entrada principal faz-se a eixo da fachada, para um grande vestíbulo que comunica com a cozinha e com a escada de aparato. A cozinha desenvolve-se na zona posterior junto ao alçado Este, aqui com um mezanino sobre a divisão principal. Para Sul e para Norte seguem-se divisões outrora com ligação com a cozinha, situação bem visível no local, pelo emparedamento da comunicação aqui existente. Ambos os lados comunicam com os dois saguões interiores. 



Piso Nobre (1)

Com acesso pela escadaria de aparato, acede-se à sala vaga ou sala de espera e distribuição para a zona privada (de que não temos registo por pertencer a particulares) a um corredor de serviço, com cariz decorativo de circulação privada. As divisões de aparato situam-se junto à fachada e alçado Sul, são ortogonais, de grande dimensão e elevado pé direito.



Azulejaria
Piso 0, divisão 2

Paredes revestidas com painéis de azulejo monocromático branco emoldurados com cercadura azul-cobalto com frisos marmoreados e palmetas estilizadas. Finais do século XVIII.

Piso 1, divisão 7

Lambris baixos revestidos de painéis rectangulares de azulejos marmoreados em amarelo e branco com cercadura filetada de azul e branco. Finais do século XVIII.

Estuques
Piso 1, divisão 1

Tecto de duplo sanqueado. Mascarões femininos com toucados de flores, a meio de enrolamentos vegetalistas, dispõem-se dos lados do painel mitológico central. Nos panos oblíquos, medalhões ovais e circulares, envolvidos por frisos de folhas de loureiro, enquadram florões e bouquets de rosas. Os estuques são atribuíveis a finais do século XVIII, inícios do XIX.

Piso 1, divisão 2

Abóbada de penetrações centrada por grande rosácea de folhas de palmeira.

Piso 1, divisão 3

Tecto em masseira de cantos arredondados. Dos lados do painel pintado central repetem-se florões rodeados por enrolamentos vegetalistas. Nos panos laterais dispõem-se painéis delimitados por frisos de meandros e ondas, centrados por grinaldas de folhas de loureiro, enrolamentos de acantos e vasos. Os estuques são atribuíveis a finais do século XVIII, inícios do XIX..

Piso 1, divisão 4

Tecto em masseira de cantos arredondados. Dos lados do painel pintado central dispõem-se medalhões circulares com rosáceas, rodeados por frisos vazados com fitas enlaçando rosetas. Nos panos laterais, painéis pintados alternam com painéis em relevo que figuram enrolamentos de acantos e panóplias de instrumentos musicais, rolos, feixes de lictores e um gomil e um bastão de comando.  Os estuques são atribuíveis a finais do século XVIII, inícios do XIX.

Piso 1, divisão 5

Tecto sanqueado. Dos dois lados do painel  pintado central, rodeado por uma moldura  de rosetas, figuram duas reservas com ramos de loureiro atados por fita. Enrolamentos de hastes de loureiros, dos lados de um vaso com flores, decoram os panos oblíquos laterais. Uma moldura de frutos rodeia o pano central. Os estuques são atribuíveis a finais do século XVIII, inícios do XIX.

Piso 1, divisão 6

Motivos neo-barrocos em estuque sobre as portas, recriando frontões decorados com cartelas de concheados, palmetas, ramagens de acantos, festões e engradados. Os mesmos motivos rematam os arcos quebrados e semicirculares das paredes da sala.

O tecto sanqueado, rodeado por uma cimalha decorada com três frisos, é densamente preenchido por motivos decorativos neo-barrocos. A meio da composição, dentro de uma reserva circular, figura uma rosácea de grandes proporções constituída por folhas de acanto, cartelas de concheados e engradados; em seu redor, semicírculos com cartelas idênticas; a restante superfície do tecto é atapetada de engradados de pequenas rosetas. O sanqueado é preenchido por grinaldas de flores suspensas de olhais presos na moldura que delimita o pano central do tecto. A decoração desta sala, de gosto ecléctico, é atribuível ao último quartel do século XIX.

Pintura Decorativa
Piso 1, divisão 1

Pintura mural parietal com iconografia mitológica relativa aos trabalhos de Hércules, incluindo imitação de pilastras e volutas vegetalistas sobre lambrins em grisalha com putti segurando cornucópias entre folhagens.

Pinturas murais parietais perspectivadas, em grisalha, imitando nichos habitados por esculturas de vulto de deuses da mitologia, encimados por faixas com volutas vegetalistas.

Pintura mural parietal em grisalha a ladear e contornar os arcos das portas e janelas, com figuras mitológicas e elementos vegetalistas.

Tecto em forma de maceira, pintado a imitar apainelados com motivos florais, grinaldas e ramagens, tendo ao centro medalhão elíptico com imagem de Hércules.

Pintura mural em grisalha representando um mascarão vegetalista.

Piso 1, divisão 2

Paredes revestidas com pintura mural representando nichos, painéis e frisos preenchidos com elementos arquitectónicos, medalhões florais, nastros, máscaras, bustos, grinaldas, volutas e florões.

Piso 1, divisão 3

Pintura mural parietal com cenas do Rapto das Sabinas sobre um friso de grotescos com troféus de guerra.

Painéis em grisalha representando lendas romanas, como a de Rómulo e Remo.

Pormenor de pintura mural com inscrição: “Antonius Emmanuel a Fonseca, Pictor Lusitanus Anno 1822”, tendo acrescentado por baixo: “Forão restauradas estas pinturas em 1878, pelo mesmo autor, tendo d’idade 81 anos”.

Pormenor de pintura mural com inscrição numa coluna: “Joannes Baptista Hilbrath, Architectus Romanus”.

Pormenor de pintura mural com uma assinatura: “Domingos Costa 1944”.

Pormenores das pinturas do Rapto das Sabinas.

Painéis octogonais pintados em grisalha representando Virtudes.

Pintura mural em moldura elíptica de lados rectilíneos representando Júpiter.

Piso 1, divisão 4

Tecto de maceira apainelado com pintura central representando uma alegoria alusiva ao “Vintismo”, envolvida por quadros hexagonais com motivos exóticos, como um elefante sustido por dragão alado e transportando vaso florido estilizado guardado por duas figuras, um trombeteiro e um portador de acha de armas.

Piso 1, divisão 5
Tecto com pintura alegórica.
Decoração Diversa
Piso 0, divisão 1

Portal em arco pétreo de asa-de-cesto de face côncava e ombreiras almofadadas, fecho floral.

Porta em arco rebaixado de enjuntas almofadadas e fecho estriado, com ombreiras encimadas por mísulas em forma de estípite decorada com palmeta volutada, onde assenta um vão em arco rebaixado, flanqueado por pilastras de capitéis estriados que sustentam uma cornija.

Puxador de metal decorado com máscara e elementos vegetalistas e zoomórficos.

Ferragem de porta estriada rematada por círculos raiados.

Puxador metálico com motivos florais.

Ferragens de porta com elementos vegetalistas.

Piso 1, divisão 1

Escadaria com guarda de ferro forjado e fundido pintado de negro e dourado, decorada com grilhagens com elipses de contas e pequenos medalhões florais com folhas volutadas, tendo no início um candeeiro de globos com braços de ferro fundido, com decoração vegetalista e geométrica, e pé esculturado, ostentando animais fantásticos alados.

Paredes com almofadas de mármore e coluna cantoneira sobre plinto facetado.

Arco pleno de pedra da escadaria, tendo como fecho um disco circular perfilado.

Arco recto encimado por frontão triplo, em sobreposição perspectivada, de forma trapezoidal inferiormente recortado, centrado por motivo floral e ladeado por borlas pendentes, rematado por cornija.

Ferragens de porta e puxadores de argola com motivos vegetalistas, geométricos e nastros.

Janelas emolduradas em arcos plenos de pedra, a central, no topo da escadaria provida de vitral polícromo com brasão de armas e elementos vegetalistas.

Porta em arco pleno encimada por frontão lateralmente recortado com volutas guarnecidas por grinaldas, preenchido com elementos vegetalistas e florais e centrado por grande concha, rematado por cornija curva.

Piso 1, divisão 2

Puxador metálico com máscara sustendo na boca um puxador em forma de argola revestido de folhagem.

Ferragem de porta com elementos geométricos e nastros e puxador de argola revestido de folhas.

Equipamento Móvel
Equipamento Diverso
[plantas]
Piso 0, divisão 1
[texto]


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PTCD/EAT-HAT/11229/2009