A Casa Senhorial

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Palacete Mendonça

Palacete Mendonça
XIX - XX
Portugal

Ventura Terra (arquitecto); João Pereira (escultor); Manuel Gustavo Bordalo Pinheiro (ceramista); Manuel João da Costa (dourador); Cruz & Franco (estucadores); José António de Almeida (cantaria); Pardal Monteiro (cantaria); Jacob Lopes da Silva (serralharia); Rafael da Silva Castro (construtor); José Pedro Santos (carpinteiro).

Arquitectura

Inserido na malha da cidade no interior dum lote murado, o edifício é circundado pelo jardim. Está localização dentro do lote na zona Sudoeste, afastado 70 m da Avenida Marquês da Fronteira, onde está o acesso ao interior do conjunto. Pertence à freguesia de São Sebastião da Pedreira e está implantado numa zona plana do terreno, tendo no jardim da fachada principal um declive para a Avenida Marquês da Fronteira, cuja pendente é ascendente de Oeste para Sul.

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A morfologia do edifício assenta numa composição de um prisma rectangular regular, com dois volumes quadrangulares adossados às fachadas laterais do piso 0. Na fachada lateral esquerda, este volume estende-se por metade da largura e o da fachada lateral direita ocupa quase a totalidade da largura desta. A fachada principal apresenta um volume central longo, sobressaído pelos três pisos (1, 2 e 3), tendo na base uma varanda-terraço com escadaria de acesso ao piso nobre e na cobertura uma sobreposição à cimalha que remata o edifício. O alçado tardoz apresenta um tratamento semelhante na forma com o volume central da fachada avançado oblongo, também com uma varanda-terraço e escadaria curvilínea de acesso ao jardim. A verticalidade das fachadas é acentuada pela forma esguia que os vãos adquirem nos pisos 1 e 2, à excepção dos volumes nas fachadas laterais que possuem grandes vãos, enfatizando o piso térreo e anulando visualmente o piso 0 (onde se encontram as zonas de serviços). Fachada com elementos das ordens arquitectónicas clássicas – dórica, jónica e coríntia. No piso 0 o revestimento apresenta uma estereotomia de aparelho regular com acabamento tosco que consolida visualmente a base do piso 1 (nobre). Nos pisos 1, 2 e 3 a pedra é apenas usada nos pormenores construtivos da arquitectura e nas guardas balaustradas das varandas e terraços. O mesmo se verifica nas paredes exteriores destes pisos que apresentam um estuque com desenho de estereotomia de aparelho regular liso. Cobertura com telha vidrada em azul-escuro.

M (1) M (2) M (3) M (4) M (5)

Fachada escalonada que reforça a simetria na leitura horizontal e vertical. De igual modo, o avanço dos volumes identifica na composição as zonas mais ou menos importantes. Assim, no plano mais recuado temos os volumes das fachadas laterais com igual desenho, na direita a sala dos pequenos-almoços e na esquerda a estufa, ambos com um grande vão interrompido por duas colunas. Ainda no piso 1 os vãos abrem-se ao exterior ocupando quase a totalidade do piso com o remate das varandas do piso 2. Neste, os volumes laterais passam a terraços que, a par com as varandas da fachada, reforçam o espaço de contemplação do jardim e da cidade. Ao centro o volume mais avançado marca a centralidade pela altura e a repetição dos três vãos em altura, sendo rematado pela loggia com colunelos. A repetição da cornija e platibanda reforça o destaque e a união que remata e circunda todo o edifício.

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Fachada Posterior

A fachada apresenta, em grande plano, o volume central do conjunto e reforça a simetria com o avanço do volume oblongo evidenciado no piso nobre que aqui se apresenta pela morfologia do terreno em terraço elevado. Esta marcação é reforçada pelo tratamento da estereotomia da alvenaria de pedra regular almofadada. O avanço dos volumes laterais assume neste alçado diferentes remates decorativos. O da estufa com o vão rematado por elementos construtivos em ferro e o da sala de pequenos-almoços com igual tratamento, já referido na fachada principal. O desenho das janelas na planimetria dos volumes reforça a verticalidade pela forma longa e repetição a eixo nos três pisos. O conjunto das janelas, do terraço e a escadaria de dois planos e a varanda do piso 2 na fachada, esclarece a importância da simetria na composição. A continuidade desta leitura é rematada pela cornija e platibanda, que suporta em desenho a correspondente simetria com as chaminés e coberturas.

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Fachada lateral direita

Esta fachada tem a sua simetria dividida em dois planos de dimensões equitativas, sendo que cada um dos planos assume um desenho diferente, revelando-se na leitura conjunta um desenho coeso. O do lado direito tem o seu desenvolvimento em altura com as formas das janelas já referidas noutros alçados, o lado esquerdo é evidenciado pelo volume da sala de pequenos-almoços com tratamento decorativo igual ao da fachada principal e tardoz e o respectivo terraço do piso 2. O conjunto apresenta na base a estereotomia de pedra e os vãos largos no piso nobre. No piso 2 as janelas transmitem a verticalidade e as do piso 3 rematam este alçado com a cornija e platibanda. A visualização dos volumes laterais das fachadas principal e tardoz tem, neste plano, pouca presença, sendo o seu grande destaque realizado pelo volume avançado que é também a entrada lateral do edifício no piso 0 para coches e pessoas.

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Fachada lateral esquerda

O desenho da fachada lateral esquerda é o mais simples de todos os alçados do conjunto e sintetiza a clareza da composição. A base apresenta a estereotomia da pedra aparelhada regular e almofadada com três pequenas janelas do piso 0. O piso 1 tem no volume avançado em relação ao conjunto três grandes vãos de desenho quadrado que ocupam quase a totalidade do plano abrindo assim o espaço da estufa à claridade do exterior. No piso 2 o volume mencionado passa a terraço de três janelas com recorte longo. O piso 3 é quase inexistente pela forma como as janelas se encostam à cornija e platibanda. A simetria é enfatizada pelos elementos dispostos de forma equidistante na verticalidade e horizontalidade e na repetição axial.

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Documentação a consultar:

Arquivo Histórico do Ministério das Obras Públicas (Desenhos D 207 C e 408 A)

Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana

CML: Arquivo de Obras, Pº Nº 40743

IPPAR: Pº Nº 78/3 (34)

“Palacete do Exmo. Sr. Henrique José de Mendonça”, in A Architectura Portugueza, Ano IV, nº 9, Setembro de 1911.

“Palacete do Sr. Henrique de Mendonça”, in A Construcção Moderna e as Artes do Metal, Ano XII, nº 361, Janeiro de 1912.

PEDREIRINHO, José Manuel – História do Prémio Valmor, Lisboa, 1988.

CALADO, Maria e FERREIRA, Vítor Matias –  Lisboa. A Freguesia de São Sebastião da Pedreira, Lisboa, 1993.

Monumentos e Edifícios notáveis do distrito de Lisboa, Vol. V, 4º tomo, 1ª parte, Lisboa, Assembleia Distrital de Lisboa, 2000.

Século XX

1900 –  requerimento para construção de um prédio na antiga Quinta do Seabra por Henrique José Monteiro de Mendonça.

1902  – alterações ao projecto inicial de Ventura Terra.

1907 / 1908 –  obras de escultura de João Pereira e de cerâmica de Rafael Bordalo Pinheiro; obras de douramento de Manuel João da Costa; os estuques estiveram a cargo de Cruz & Franco; cantarias de José António de Almeida e Pardal Monteiro e a serralharia de Jacob Lopes da Silva.

1909 –  instalação do sistema de aquecimento por Jacquemet, Mesnet & Cie, de Paris; conclusão das obras, da responsabilidade do construtor Rafael da Silva Castro, sendo carpinteiro José Pedro Santos; o edifício foi galardoado com o Prémio Valmor e Arquitectura. O júri foi constituído por Alfredo de Ascensão Machado, José Alexandre Soares e Francisco Carlos Parente.

Coordenação:   Isabel Mendonça  /  Helder Carita     Julho de 2014 

Autoria dos textos referentes aos campos da ficha:

Alexandre Lousada – Arquitectura (Cronologia, Bibliografia) / Azulejaria / Pintura Decorativa / Decoração diversa / Equipamento Móvel

Isabel Mendonça – Estuques

Tiago Molarinho Antunes – Arquitectura (Enquadramento Urbano e Paisagístico, Morfologia e Composição, Fachadas,) / Programa Interior


Programa Interior
Piso 0

O piso 0 tem entrada lateral com acesso à escada e elevador que liga todos os pisos do edifício. O restante piso é composto pelas zonas de serviço principais (designadas no projecto inicial de Ventura Terra por arrecadações, casa forte, quartos, serviços gerais, garrafeira, despensa, cozinha, vestíbulo e casa de jantar para criados). Piso com acessos directos ao jardim na fachada posterior pela arrecadação contígua à cozinha e na fachada lateral a Nordeste, pelo vestíbulo e casa de jantar para criados, com caminhos que vão dar aos anexos de serviço no exterior. O vestíbulo e casa de jantar para criados, tem um elevador de comida para todos os pisos e uma escada de serviço em madeira (não assinaladas no projecto inicial) que liga esta divisão a uma copa no piso superior, situada ao lado da sala de jantar.

Piso 1

O piso 1 é constituído pelo piso nobre. A distribuição do espaço é realizada a eixo com a sucessão de espaços bem definidos pela função e decoração. Assim, entrada principal é feita através de uma escadaria exterior em pedra que faz ligação para o átrio que está aberto para o hall e, sucessivamente, para a sala de jantar e um terraço semi-circular com duas escadas exteriores que descem para o jardim, na zona tardoz. O hall, com vão de dois pisos, tem escadaria em madeira, com acesso aos quartos principais, o tecto tem uma clarabóia em cúpula radial. A Sudoeste estão três divisões intercomunicantes que se ligam a um jardim de inverno orientado a Sudoeste Este conjunto de salões de aparato interligados têm acesso pelo eixo do átrio. A Nordeste o espaço é organizado por uma caixa de escada e elevador que liga todos os pisos, distribuindo a circulação de acesso à copa, hall, ante-câmara, gabinete de trabalho e a um corredor que liga, por um lado, à copa e a uma casa de banho e, por outro, à sala de almoço.

 Piso 2

No piso 2, com acesso pela escadaria do hall de aparato e pelas escadas com elevador, encontram-se os quartos principais (circundados por terraços ou varandas e compostos por quarto e toilette), oratório, sala, quartos secundários, casas de banho e copa com elevador de comida.

 Piso 3

Piso 3, com acesso pelas escadas do elevador, constituído por quartos, toilette, casa de banho, copa com elevador de comida, rouparia, sala e galeria com uma loggia orientada a Sudeste.

 
Azulejaria
Piso 0, divisão 2
Lambril de azulejos industriais brancos da primeira metade do século XX.
Piso 1, divisão 7
Lambril de azulejos figurativos em azul e branco da primeira metade do século XX, assinados por Manuel Gustavo Bordalo Pinheiro. Painéis com cenas de caça em paisagens campestres enquadradas por um friso ovulado e frutos. 
Piso 1, divisão 8
Lambril de azulejos brancos relevados com um padrão floral e cercadura com motivos geométricos.
Estuques
Piso 1, divisão 2
No piso 0 os entablamentos sobre as portas são realizados em estuque a imitar madeira entalhada, compostos por friso de concheados entre consolas neoclássicas, encimadas por cornija sobre gola denteada, tendo como remate em espaldar sobreposto por grande medalhão circular concavo, guarnecido por um atado simétrico de folhas de tabaco no rebordo inferior, superiormente rematados por peça volutada decorada com pequenas esferas de onde emerge um atado de folhagem.

No piso 1 os entablamentos sobre as portas são realizados em estuque a imitar madeira entalhada, compostos por um frontão curvo interrompido em cujo tímpano se inscreve um grande medalhão circular convexo, superiormente guarnecido por peça volutada decorada com pequenas esferas de onde emerge um atado de folhagem.

Piso 1, divisão 4

Tecto sanqueado de planta rectangular; os estuques relevados dourados sobre estuque liso branco figuram motivos característicos do estilo Império (palmetas, acantos, flores de acanto, cisnes, águias segurando feixes de setas, carcazes e mascarões) organizados em dois frisos paralelos que percorrem a sanca e a superfície oblíqua do tecto, decorando ainda a zona central do tecto, de onde pende o candeeiro.

Piso 1, divisão 5

Tecto de um plano em estuque liso; os estuques relevados dourados sobre estuque liso branco decoram a sanca composta por mísulas com acantos, alternando com rosetas, enquadrada por uma faixa de festões de flores e fitas, de gosto neo-clássico. As paredes, forradas de tecido, compartimentadas por pilastras compósitas de fuste canelado, são igualmente decoradas por motivos de gosto neo-clássico: meninos segurando grinaldas, cestos floridos e medalhões com bustos; nas sobreportas painéis figurativos representando brincadeiras de meninos.

Piso 1, divisão 6

Tecto sanqueado: decorado com estuques relevados dourados compondo cartelas assimétricas com dinâmicos concheados, que servem de moldura a pinturas; as paredes, compartimentadas por painéis forrados de tecido, são igualmente decoradas por cartelas de concheados e motivos soltos de gosto rococó; nas sobreportas os concheados enquadram espelhos.

Pintura Decorativa
 
Piso 1, divisão 3

Sala de jantar de gosto Renascença revestida a madeira, com um painel de pintura policromada inserido num compartimento emoldurado na sobreporta que faz ligação à copa. Composição formada por uma natureza-morta com figura.

Piso 1, divisão 6

Salão de gosto rococó com estuques relevados dourados que formam reservas para pintura. Tecto centrado por representação do céu e figura feminina semi-nua com meninos e pombas brancas e, nos cantos, ramos de flores. Sobreporta do arco de passagem com uma cena galante de inspiração rococó.

Decoração Diversa
 
Piso 0, divisão 1

Elevador de madeira envidraçado, inserido na bomba das escadas, com a marca “Ch. Stigler. Ing. R. Paris”.

Piso 0, divisão 3

Cozinha com fogão da marca Briffault.

Piso 1, divisão 1

Átrio com o pavimento em mármore formando um padrão geométrico bicolor de quadrados com círculos e parede revestida com placas de mármore até ao alinhamento das portas. Passagem para o hall com um arco abatido em pedra e uma cartela esculpida ao centro ladeada por grinaldas. Arco assente em duas colunas de mármore e pilastras de secção quadrangular, ambos com capitéis jónicos em pedra. Tecto em madeira e traves entalhadas com frisos de volutas. Candeeiros em metal amarelo aplicados na parede e serralharia das portas com elementos relevados compostos por palmetas e frisos perolados.

Piso 1, divisão 2

Hall revestido com um lambril apainelado em madeira com secções quadradas e decorado com pinturas de cavalete na parte superior da parede que comunica com a sala de jantar e andar superior. Escadaria em madeira com um candeeiro em metal assente no início do corrimão, em forma de estátua, representando a deusa Vitória sobre um globo. No primeiro patamar as escadas formam uma tribuna no alinhamento da porta para a sala de jantar. Serralharia das portas com elementos em relevo compostos por meninos, grinaldas e troféus militares. Clarabóia em cúpula envidraçada onde pende, ao centro, um candeeiro.

Piso 1, divisão 3

Sala de jantar de gosto Renascença integralmente revestida a madeira e estuque a imitar o mesmo material. Conjunto de três placas de cerâmica policromada revivalista das peças de della Robbia nas sobreportas da entrada principal. A ladear a porta de entrada tripartida e envidraçada que comunica com o hall estão dois nichos, nos cantos, com o fundo estucado a imitar madeira e um armário na base. A encimar as portas laterais estão, inseridos num compartimento emoldurado, de um lado um painel de pintura e do outro papel de parede com um padrão floral. Tecto em madeira e estuque a imitar o mesmo material com um candeeiro em cada canto e um candeeiro em metal amarelo pendente ao centro. Candeeiros em metal amarelo aplicados na parede, com uma figura humana em armadura acompanhada por um cão, encimada por duas torres de castelo que terminam em flor-de-lis e, em baixo, com uma cabeça de leão e a inscrição "1572”. A serralharia nas portas e janelas acompanha o tema da sala, com grifos alados nas fechaduras das portas laterais, e enrolamentos fitomórficos.

Piso 1, divisão 4

Salão de gosto Império com portas e janelas em madeira encarnada polida e, no pavimento, um friso com padrão de grega a toda a volta. A serralharia acompanha os elementos decorativos do estilo Império, assim como o candeeiro pendente, ao centro.

Piso 1, divisão 5

Salão de gosto Luís XVI com estuques relevados, no tecto com laços e grinaldas e, nas paredes, alternados com painéis forrados a tecido com medalhões em estuque sobrepostos e painéis com motivos figurativos de inspiração neoclássica nas sobreportas. Passagem para o salão Luís XV tripartida com arco ao centro ladeado por pilastras caneladas e duas aberturas com pedestais em pedra. Porta de metal de três folhas envidraçada para o jardim de inverno e porta de correr revestida a espelhos para o salão Império. Divisão decorada com pintura de cavalete.

Piso 1, divisão 6

Salão de gosto rococó com estuques relevados dourados sobre fundo branco; paredes com painéis de tecido; sobreportas com espelhos; pinturas no tecto e mesas em consola integradas nos apainelados. Fogão de sala em pedra entalhada encimado por um espelho e decorado ao centro com um relógio e um par de candelabros em metal dourado. O lustre e os apliques na parede em metal dourado, o mobiliário, o tapete e toda a serralharia das portas e janelas, seguem o gosto francês estilo Luís XV.

Piso 1, divisão 7

Jardim de inverno com um lambril revestido a azulejos em azul e branco com painéis assinados por Manuel Gustavo Bordalo Pinheiro. Pavimento em mosaico hidráulico a preto e branco com uma cercadura em grega e sistema de aquecimento integrado.

Piso 1, divisão 8

Pavimento da casa de banho em mosaico hidráulico policromado com padrões geométricos.

Piso 1, divisão 9

Gabinete de trabalho com tecto em madeira e portas encimadas por duas placas de cerâmica de cercadura policromada, uma com o perfil de João de Deus e assinada por Manuel Gustavo Bordalo Pinheiro e outra com o perfil de Rafael Bordalo Pinheiro. Lambril apainelado em madeira com sofá em couro e prateleiras integrados. Estante integrada com embutidos de linhas rectilíneas ao gosto da Secessão Vienense.

Piso 1, divisão 10

Sala de almoço com uma sanca composta por placas de cerâmica relevada branca com representações de crustáceos. Armário louceiro integrado no lambril de madeira e nas portas, com embutidos de padrões geométricos que se repetem nas mesas pedestais e relógio de mesa. Cercadura do pavimento com padrões geométricos semelhantes. Serralharia das portas de gosto Arte Nova com elementos curvilíneos, seguindo as mesmas linhas da mesa e cadeiras. Candeeiro pendente ao centro com elementos vegetalistas. Peanha de cerâmica policromada em forma de lagosta.

Piso 2, divisão 1

Corredores com serralharia das portas em metal prateado rendilhado e vazado com elementos revivalistas rococó. 

Piso 2, divisão 2

Copa com elevador de comida em madeira, pavimento em mosaico hidráulico policromado com motivos geométricos e lambril revestido a azulejos brancos relevados.

Piso 2, divisão 3

Divisão destinada a oratório com serralharia das janelas em metal prateado com uma cruz em relevo.

Piso 2, divisão 4

Casa de banho com um lavatório em ferro fundido com aplicações de cerâmica, mármore e espelho, com elementos vegetalistas vazados, frisos e encimado por uma balustrada.

Piso 2, divisão 5

Divisão destinada a toilette com uma sanca em papel de parede policromado com representações de rosas.

Equipamento Móvel
 

Piso 1, divisão 1

Mobiliário revivalista do barroco português. Com uma mesa bufete com pernas torneadas em espiral e bolachas, gavetas com tremidos e aplicações de metal amarelo rendilhado e vazado. Conjunto de oito cadeiras de espaldar recortado em cima e em baixo em couro lavrado com o monograma “HM” (Henrique Mendonça) entre figuras aladas, rematado por pregaria em meia-esfera e testeira entalhada com enrolamento de curva e contra-curva. Outra cadeira idêntica, de espaldar mais alto, e testeira entalhada com um elemento concheado central.

Piso 1, divisão 4

Tremó em mogno com ferragens cinzeladas de gosto Império, provavelmente proveniente do salão Império, no piso nobre.

Piso 1, divisão 5

Conjunto de seis cadeiras estofadas, com e sem braços, em madeira pintada de branco com entalhes pintados a dourado. Espaldar oval e entalhes de laços com ramagens, no remate central do cachaço e na aba. Pernas estriadas em coluna com a parte superior em forma de cubo e uma roseta entalhada. O piano e as mesas cantoneiras com tampo de mármore estão igualmente pintados em branco e dourado e seguem outros elementos decorativos neoclássicos. Grupo provavelmente reunido originalmente no salão Luís XVI.

Piso 1, divisão 6

Salão de gosto Luís XV com uma mesa de centro de tampo recortado em mármore e pernas em “S” com elementos revivalistas rococó entalhados em madeira dourada. Mesa consola de um só pé adossada à parede com os mesmos elementos. Conjunto de cadeiras cabriolé, com e sem braços, e canapé de três lugares, de espaldar abaulado em forma de viola, em madeira dourada entalhada e estofos em tecido.

Piso 1, divisão 9

Gabinete de trabalho com portas encimadas por duas placas de cerâmica de cercadura policromada, uma com o perfil de João de Deus e assinada por Manuel Gustavo Bordalo Pinheiro e outra com o perfil de Rafael Bordalo Pinheiro. Lambril apainelado em madeira com sofá em couro e prateleiras integrados e poltrona com o mesmo couro. Estante integrada com embutidos de linhas rectilíneas ao gosto da Secessão Vienense. A mesa secretária e cadeira seguem o mesmo estilo.

Piso 1, divisão 10

Sala de almoço com um armário louceiro integrado no lambril de madeira e nas portas, com embutidos de padrões geométricos que se completam no pavimento. Par de mesas pedestais e relógio de mesa com os mesmos motivos. Conjunto de mesa e cadeiras de couro lavrado e madeira entalhada com elementos curvilíneos de gosto Arte Nova. Os elementos lavrados no couro do assento e espaldar das cadeiras seguem o mesmo gosto de decoração dos entalhes.

Equipamento Diverso


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PTCD/EAT-HAT/11229/2009