A Casa Senhorial

  • Aumentar o tamanho da fonte
  • Tamanho padrão da fonte
  • Diminuir tamanho da fonte

Palácio de Porto Côvo

Palácio de Porto Côvo
XVIII,XIX - XX
1793
Portugal
Joaquim de Oliveira (arquitecto); Cirillo Volkmar Machado (pintor)
Arquitectura

Inserido na malha urbana, o palácio Porto Côvo localiza-se na freguesia da Lapa, na rua de São Domingos, n.ºs 35 a 39, onde se encontra a fachada principal do edifício, orientada a Sudeste.

O edifício está confinado entre um edifício residencial a Sudoeste e a capela anexada à fachada do palácio a Nordeste.

O lote do terreno onde está inserido corresponde ao desenho oblíquo de um polígono irregular hexagonal em “L” tombado, sendo a zona tardoz do jardim a mais extensa.

A morfologia do terreno apresenta um declive descendente, de Nordeste para Sudoeste, pela rua de São Domingos à Lapa, e ascendente, da fachada principal para a zona tardoz do lote, a Noroeste.
mapa_lx_1854_48 mapa_lx_1854_48_por dsc_2380

A morfologia do edifício corresponde à composição de um prisma irregular, expresso na planta longitudinal em “U” pouco pronunciado.

Num total de três pisos, respectivamente 0, 1 e 2, o palácio apresenta um programa de distribuição claro. As divisões são maioritariamente ortogonais, com excepção das divisões situadas nas extremidades laterais do palácio onde as paredes cegas são oblíquas. No alinhamento da fachada principal o palácio conserva a capela (hoje desanexada do seu conjunto), com acesso direto à rua de São Domingos.

A comunicação vertical interior faz-se por uma escada de aparato, uma escada privada / serviço e uma outra de serviço. Esta é produto da última intervenção, sendo claro que a localização e funções primitivas desta zona apontam a existência de escada de serviço na concepção inicial.

A escadaria nobre situa-se ao centro do palácio, em comunicação directa com o piso nobre e tem tipologia de “escada real”. Esta caracteriza-se por amplo pé direito, um lanço central que acede a patamar intermédio, a partir do qual se desenvolvem dois lanços paralelos de sentido inverso, terminando em patamar no piso nobre. Este patamar comunica com um corredor de distribuição longitudinal em toda a extensão do edifício e com uma divisão correspondente à antiga sala vaga.

A escada privada situa-se ao centro do topo lateral direito, a Nordeste do palácio, junto à capela, para a qual tinha comunicação, hoje encerrada, no primeiro patamar. Esta escada serve igualmente os serviços, como demonstra a ligação e proximidade à cozinha no piso térreo e a comunicação com todos os pisos do palácio.

A escada de serviço situava-se ao centro do topo lateral esquerdo, a Sudoeste do palácio, imediatamente após a zona de cocheira e cavalariças.

A comunicação horizontal faz-se por divisões intercomunicantes e corredores de desenho regular e ortogonal. As duas excepções situam-se na extremidade direita do palácio, a Norte, e correspondem a dois corredores de configuração oblíqua.
dsc_0018 dsc_3.1 fachada_posterior dsc_0085 dsc_0103 dsc_0101

A frontaria possui um desenho simétrico com forte presença de horizontalidade, acentuada pelo friso de separação dos pisos, térreo e nobre. A simetria é somente interrompida na cobertura, por um pequeno corpo torreado à esquerda e quatro janelas trapeiras.

A marcação axial é pronunciada por um frontão triangular, ao centro da sequência de vãos com molduras de cantaria, na extensão linear da fachada. A divisão vertical corresponde a cinco panos inscritos entre pilastras toscanas e encerram quinze alinhamentos verticais de vãos, distribuídos ritmadamente: 2|4|3|4|2.

O conjunto central com pilastras e frontão triangular, rematado por três urnas e pilastras em dois pisos, marca o centro do andar nobre com sacada e varandim comum aos três vãos. No andar térreo, ao centro, o portal, com verga em arco, é ladeado por duas janelas de peito, com verga curvilínea com roseta. 

O piso térreo tem treze janelas de peito, quase unidas às janelas de sacada do piso nobre, e dois portais, o principal, de moldura em arco, dá acesso ao vestíbulo e um lateral corresponde à antiga entrada para a cocheira.

O piso nobre tem quinze janelas de sacada com varandim de ferro forjado em laçaria. As mísulas, o friso e o remate superior das janelas de sacada e a cartela do tímpano do frontão, marcam decorativamente o andar nobre, rematado por cornija encimada por platibanda, interrompida pelo frontão do pano central com pedra de armas.

dsc_1 dsc_3.1 dsc_4 dsc_3.2 dsc_5 dsc_6 dsc_7 dsc_8 dsc_9 dsc_10 dsc_14 dsc_11 dsc_13 dsc_12 dsc_15 dsc_16 dsc_17 dsc_2.1 dsc_2.2 dsc_2413 dsc_2411 dsc_0017 dsc_0025 dsc_0028

Fachada posterior

A fachada posterior voltada para o jardim interior, a Noroeste, tem na sua composição simétrica um desenvolvimento vertical, em oposição à fachada principal, sendo aqui os vãos bem isolados por piso: quarto baixo, plano nobre e quarto alto.

Com dois corpos colaterais salientes e três pisos bem demarcados, com volumetria em “U” pouco pronunciado, destaca-se o núcleo central cujo ritmo vertical corresponde à marcação dos vãos, separados por pilastras, em 4|5|4. O pano central tem frontão triangular encimado por três urnas em cantaria. No topo da platibanda surgem duas gárgulas ladeando o pano central e uma no corpo esquerdo, a Norte. Este corpo, com dois panos e três pilastras, tem mais do dobro da dimensão do seu oposto com um só pano e duas pilastras.

O piso térreo é revestido de azulejos policromos com temática da flora tropical em tons de verde e amarelo. Os vãos de verga recta correspondem a seis portas para o jardim e dezanove janelas de peito. O núcleo central apresenta a marcação de simetria de quatro portas e nove janelas de peito, no ritmo 1|3|1|3|1|3|1.

O piso nobre possui quinze janelas de sacada com acesso à varanda, três das quais correspondem à caixa da escada de aparato. Os dois corpos colaterais têm seis janelas de peito, duas janelas de sacada comum, nos topos voltados para o jardim e duas portas voltadas para o varandim longitudinal, de onde se acede ao jardim por duas escadas de dois lanços rectos, adossados aos corpos laterais do palácio. Todos os vãos são de verga recta e delimitados por azulejos azuis e brancos.

O piso 2 ou quarto alto, de expressão pombalina nas suas 27 janelas de peito, com armação em guilhotina e verga recta, apresenta grande afastamento em relação ao piso nobre, sendo a grande dimensão das pilastras e cunhais um elemento de reforço vertical. O ritmo evidenciado pelo debruado dos azulejos azul e branco e demarcação por pilastras, mudança de plano ou cunhal, corresponde a uma simetria interior, somente interrompida nos topos dos corpos colaterais (de Nordeste para Sudoeste) - 2|2|3| 4|5|4|3|2.

fachada_posterior dsc_0103 dsc_0101 dsc_0085 dsc_2322 dsc_2323 dsc_2326 dsc_2325

MACHADO, Cirillo Volkmar – Collecção de Memórias relativas às vidas dos pintores, e escultores, architectos, e gravadores portuguezes, e dos estrangeiros, que estiverão em Portugal (...), Lisboa,  Imprensa de Victorino Rodrigues da Silva, 1823.

MENEZES, Ignacio de Souza e  –  Memórias Históricas dos Applausos, com que a Corte e a Cidade de Lisboa celebrou o nascimento e baptismo da Sereníssima Senhora Princesa da Beira (...), Lisboa, Officina de Jozé de Aquino Bulhoens, 1793.

MOITA, Irisalva – “Bairro da Lapa”, in Dicionário da História de Lisboa (dir. de Francisco Santana e Eduardo Sucena), Lisboa, 1994, pp. 127 – 129.

ROMÃO, José António de Arez – Palácio Porto Côvo da Bandeira, Lisboa, Lusitânia, 2011.

VALE, Teresa Vale e GOMES, Carlos – Palácio Porto Côvo / Sede da Companhia Lusitânia, ficha IPA.00002601, IHRU, 1995.

Século XVIII

Último quartel – o palácio foi mandado construir por Jacinto Fernandes Bandeira (1745-1806), escrivão do Desembargo do Paço, abastado comerciante e senhor de rendosos contratos (das baleias e do sal do Brasil, do pau-brasil, do tabaco e da Casa da Índia, entre outros), possivelmente a partir de projecto do arquitecto Joaquim de Oliveira.

1793 – o palácio estava já concluído. Nesse ano, o barão de Porto Côvo mandou iluminar e decorar a fachada do seu palácio e da capela, em homenagem ao nascimento da princesa da Beira, a filha primogénita do infante  D. João e de D. Carlota Joaquina.   

Século XIX

1805 - Jacinto Fernandes Bandeira recebeu o título de 1º barão de Porto Côvo, pouco antes de morrer em 1806.

1806 – o palácio foi herdado pelo sobrinho, Jacinto Fernandes da Costa Bandeira (1777 - 1818), alcaide-mor de Vila Nova de Milfontes, passando após a sua morte em 1818 para o seu irmão,  Joaquim Costa Bandeira (1796 - 1856), 2.º barão, 1.º visconde e 1.º conde de Porto Côvo da Bandeira.

1º quartel – conclusão da decoração interior e revestimento de azulejos da fachada sobre os jardins.

Século XX

1937 – morreu o 3.º conde do Porto Côvo, Alberto Júlio da Costa Lobo da Bandeira.

1940, Dezembro – aquisição do palácio pelo Reino Unido que nele instalou a Embaixada Britânica em Lisboa.

1941, Dezembro  – leilão do recheio do palácio.

1943, Fevereiro – a capela do palácio foi comprada pelo Patriarcado de Lisboa.

1995 – venda do palácio à Companhia de Seguros Lusitânia.

1996 / 2002 – obras de restauro e adaptação às novas funções.

Memórias Históricas do Serenissimo Senhor Don Antonio Principe da Beira. Segunda Parte, em a qual se referem as acçoens de graças a Deos N. Senhor, pelo felicissimo Nascimento de Sua Alteza, e as festas publicas, com que este foi applaudido pelo Intendente Geral da Policia da Corte, e Reyno de Portugal; e pelos Fidalgos da Primeira Nobreza em seu lugar mencionados. Auctor Ignacio de Souza e Menezes. Lisboa, Na Officina de Jozé Aquino Bulhoens. Anno de 1796, pp. 38-45. Descrição do interior do palácio, com as funções e decoração de algumas das salas do piso nobre.

1 38 39 40 41 42 43 44 45

Coordenação:   Isabel Mendonça  /  Helder Carita     Julho de 2014 

Autoria dos textos referentes aos campos da ficha:

Alexandre Lousada – Azulejaria / Pintura Decorativa  

Isabel Mendonça – Estuques

Lina Oliveira – Arquitectura (Cronologia, Bibliografia) / Decoração diversa / Equipamento Móvel

Tiago Molarinho Antunes – Arquitectura (Enquadramento Urbano e Paisagístico, Morfologia e Composição, Fachadas) / Programa Interior

Programa Interior
Piso 0

O piso térreo comunica com a rua de São Domingos e com o jardim nas traseiras do lote. Os indícios de decoração, organização distributiva e espacial das funções desempenhadas identificam uma zona de serviços e uma zona privada. O acesso de aparato faz-se pelo vestíbulo e escada nobre, localizados ao centro do edifício. As zonas de serviço correspondem à antiga cocheira situada no topo esquerdo, a Sul da fachada principal. Esta divisão é intercomunicante com a divisão das cavalariças. A outra zona corresponde à cozinha e situa-se na extremidade norte.


Piso 1

A zona de aparato situa-se no piso 1, com amplas divisões intercomunicantes de desenho ortogonal. São distribuídas de forma perpendicular à fachada principal e à fachada tardoz. Ao centro do palácio, situa-se um corredor longitudinal em toda a extensão que permite uma comunicação independente entre divisões, escadas nobres, privadas e de serviços. As divisões voltadas para o jardim têm igualmente um cariz privado e comunicam para o exterior, através da varanda longitudinal. Daqui, faz-se o acesso ao jardim por duas escadas de dois lanços e patamar, situadas nas extremidades da varanda acompanhando o desenho em U das traseiras do palácio.



Piso 2

A zona privada do palácio volta-se para o jardim, com divisões intercomunicantes, e para a fachada principal na zona nordeste. Este conjunto de divisões tem ainda um corredor central que comunica com o jardim, com a cozinha e com a capela, pelo primeiro patamar da escada privada.

Sobre a organização da distribuição interior do piso 2, alterado pela última intervenção realizada no palácio, pouco se pode afirmar. No entanto a escada privada, conservada na intervenção, atesta a comunicação particular com este piso, o que indica a existência de uma zona privada. Pela leitura das fachadas e volumetria do edifício, esta zona terá existido no topo esquerdo da fachada principal, a Sudoeste, onde ainda se conserva o torreão, e em toda a extensão voltada para o jardim, a Noroeste, onde a fachada tardoz conserva, no 2º piso, 25 janelas de guilhotina de alinhamento vertical com os vãos dos pisos inferiores. O restante espaço em mansarda, voltado para a fachada principal, com quatro janelas trapeiras, terá sido ocupado por uma zona de serviços, prováveis acomodações de criados.

Azulejaria
Piso 0, divisão 2

Lambril de azulejos policromados da 2ª metade do século XVIII. Painéis ornamentados com florões e motivos geométricos, delimitados por elementos vegetalistas estilizados. Rodapé com marmoreados.

Piso 0, divisão 3

Paredes revestidas a azulejos em azul e branco da 2ª metade do século XVIII. Painéis monocromáticos delimitados por uma cercadura com um friso de óvulos e marmoreados. Painel de azulejos figurativos policromados da 2ª metade do século XVIII, com uma cena marítima, delimitado por um enquadramento ornamentado com elementos arquitectónicos e vegetalistas, concheados e marmoreados. Lambril e cantoneiras de azulejos com marmoreados.

Piso 0, divisão 4

Lambril de azulejos policromados de padrão “pombalino” da 2ª metade do século XVIII. Painéis ornamentados com flores e folhagens, delimitados por uma cercadura ornamental com laços e triângulos intrincados. Rodapé e cantoneira com azulejos marmoreados.

Piso 1, divisão 4

Lambril de azulejos figurativos policromados da 2ª metade do século XVIII. Painéis com cenas de acção narrativa em paisagens campestres, delimitados por uma cercadura ornamental com elementos geométricos, concheados, folhagens e marmoreados. Rodapé com azulejos ornamentados com elementos geométricos e vegetalistas estilizados e marmoreados.

Piso 1, divisão 5

Secções de lambril de azulejos policromados do século XIX. Painéis ornamentados com folhagens, delimitados por uma cercadura ornamental com entrelaços, flores e folhagens. Rodapé com azulejos marmoreados.

Piso 1, divisão 7

Lambril de azulejos figurativos policromados da 2ª metade do século XVIII. Painéis com cenas de acção narrativa em paisagens campestres, delimitados por uma cercadura ornamental com elementos geométricos, concheados, folhagens e marmoreados. Rodapé com azulejos ornamentados com elementos geométricos e vegetalistas estilizados e marmoreados.

Piso 1, divisão 8

Lambril de azulejos policromados da 2ª metade do século XVIII. Painéis ornamentados com elementos geométricos, grinaldas, frutos e flores, delimitados por uma cercadura ornamental com elementos geométricos e marmoreados. Rodapé de azulejos com marmoreados.

Piso 1, divisão 11

Lambril de azulejos policromados de padrão “pombalino” da 2ª metade do século XVIII. Painéis ornamentados com elementos geométricos, flores e folhagens, delimitados por uma cercadura ornamental com elementos geométricos e marmoreados. Rodapé com azulejos marmoreados.

Piso 1, divisão 13

Secções de lambril de azulejos figurativos policromados da 2ª metade do século XVIII. Painéis com cenas em paisagens campestres, delimitados por uma cercadura ornamental com concheados, folhagens e marmoreados. Rodapé de azulejos com marmoreados.

Estuques
Piso 1, divisão 2

Tecto sanqueado, de planta rectangular. Nos panos oblíquos, alternando com painéis pintados, vêem-se painéis decorados com motivos em estuque relevado, inspirados nos “novos grotescos” divulgados pelas gravuras de J. D. Dugourc: figuras híbridas de meninos afrontados com saiotes de acantos e “candelabra” com figuras híbridas de meninos com vasos floridos à cabeça, pássaros e enrolamentos de acantos. Estuques do último quartel do século XVIII.


Piso 1, divisão 5

Tecto sanqueado, de planta rectangular. O pano central do tecto é enquadrado por duas faixas decoradas com gregas e por toros enlaçados que também rodeiam o painel central, onde está figurada uma pintura mitológica. Nos cantos do tecto repetem-se mascarões envolvidos em folhagem de acanto. Estuques do último quartel do século XVIII.


Piso 1, divisão 12

A sanca do tecto e as molduras lisas que compartimentam os painéis pintados são realizadas em argamassa de estuque. Uma grega, intercalada por rosetas, decora a faixa que circunda o pano central do tecto. Também alguns dos painéis dos panos oblíquos do tectos são decorados com estuque em relevo: finos enrolamentos de acantos alternando com ramos de flores.


Pintura Decorativa
Piso 0, divisão 5

Tecto com pintura decorativa da 1ª metade do século XIX. Medalhões no topo do tecto com um florão central em trompe l’oeil enquadrado por grinaldas e um friso de flores.  

Piso 1, divisão 1

Tecto com pintura decorativa da 1ª  metade do século XIX, atribuída a Cyrilo Wolkmar Machado. Medalhão no centro do tecto com a representação de Júpiter, enquadrado por um fundo em trompe l’oeil imitando estuques, com uma quadrícula e florões, e sanca decorada com um friso de enrolamentos vegetalistas.  

Piso 1, divisão 2

Tecto com pintura decorativa da 1ª metade do século XIX. Reserva central com uma cena mitológica, representando Mercúrio com um galo e anjos com uma cornucópia, enquadrada por uma cercadura com grinaldas intricadas em folhagens e mascarões de animais e pássaros nos cantos. Sanca com medalhões com figuras em paisagens campestres e fluviais e reservas com pássaros, enquadrados por frisos com folhagens e flores.

Piso 1, divisão 3

Paredes e tecto com pintura decorativa da 1ª metade do século XIX. Composição formada por uma reserva central no topo do tecto com um conjunto alegórico, atribuído a Cirilo Wolkmar Machado, representando Mercúrio, Terpsicore, Eurato, Euterpe, Melpomene, Polímnia, Urânia, Calíope, Clio e Tália. Enquadramento composto por secções decoradas com carrancas, medalhões com atributos ligados às Artes Liberais, figuras aladas, enrolamentos vegetalistas, cenas com músicos e dançarinos, coroas de flores, grifos com caduceus e animais fantásticos com cabeça de cavalo. Sanca composta por secções decoradas com atlantes, esfinges, instrumentos musicais com pautas, figuras aladas, enrolamentos vegetalistas e frisos com linhas entrelaçadas e fitas. Paredes com um friso, no remate superior, decorado com folhas estilizadas intercaladas com rosetas e mascarões de animais. Fuste das pilastras decorado com enrolamentos vegetalistas e pássaros e, na base e rodapé, com marmoreados. Sobreportas com folhagens e enquadramento dos espelhos com frisos de fitas sinuosas e flores.

Piso 1, divisão 4

Tecto e paredes com pintura decorativa do século XVIII/XIX. Tecto com um medalhão central representando anjos com pautas e um instrumento musical, enquadrado por reservas nos quatro cantos decoradas com instrumentos musicais e folhagens. Sanca seccionada com reservas decoradas com medalhões com anjos, figuras aladas, fogaréus, enrolamentos vegetalistas e frisos com folhagens. Paredes com painéis de medalhões rematados com folhagens, flores e laços, com cenas de figuras em paisagens campestres e fluviais, enquadrados em frisos de folhagens e flores.

Piso 1, divisão 5

Tecto e paredes com pintura decorativa da 1ª  metade do XIX. Composição formada por uma reserva elíptica ao centro do tecto com um conjunto alegórico representando, Júpiter numa águia, Juno ou Dodona, a Pintura com a inscrição ao peito “PARRHASIUS”, Minerva e outras figuras. Reservas octogonais nas extremidades do tecto com cenas de anjos e um enquadramento com folhagens, mascarões, urnas, pássaros e flores. Cercadura com linhas entrelaçadas e rosetas em trompe l’oeil. Sanca decorada com elementos arquitectónicos em trompe l’oeil, atlantes, atributos das Artes Liberais pendentes em mascarões e grinaldas e em cartelas e, nos quatro cantos, reservas que enquadram pássaros e um leão.

Piso 1, divisão 6

Tecto e paredes com pintura decorativa da 1ª  metade do século XIX. Tecto com um medalhão central com uma alegoria com dois anjos, enquadrado por frisos com folhagens e fitas intrincadas. Cercadura com uma composição formada por um fundo de fitas, grinaldas, folhagens e florões, que enquadram reservas com cenas representando os quatro continentes alternadas por reservas, nos quatro cantos, com troféus.

Piso 1, divisão 7

Tecto com pintura decorativa da 1ª metade do século XIX. Tecto com um conjunto floral ao centro enquadrado por grinaldas e cercadura composta por enrolamentos vegetalistas estilizados, grinaldas de flores e urnas.

Piso 1, divisão 8

Tecto e paredes com pintura decorativa da 1ª metade do século XIX. Composição formada por uma reserva ao centro com um conjunto alegórico representando Hebe, enquadrado por reservas com coroas de flores nas duas extremidades. Cercadura seccionada com reservas decoradas com representações de faunos em medalhões, pássaro com jarro de água, anjo à fogueira, cesto de uvas, utensílios agrícolas, animais de caça e pescado, com enquadramentos compostos por grutescos, carrancas, parreiras, laços, flores, frutos, enrolamentos vegetalistas estilizados e ânforas. Paredes com parreiras, cisnes alados, atlantes com cestos de frutas, frutas, pássaros exóticos, penas e flores. Remate inferior decorado com um friso composto por urnas com enrolamentos vegetalistas.

Piso 1, divisão 9

Tecto com pintura decorativa da 1ª metade do século XIX. Tecto com um conjunto floral ao centro enquadrado por grinaldas e um friso de ramagens e laços. Cercadura composta por frisos com linhas entrelaçadas que enquadram ramos de folhagens e flores com laços.

Piso 1, divisão 10

Tecto com pintura decorativa da 1ª metade do século XIX. Composição formada por uma reserva ao centro com uma cena representando anjos com instrumentos musicais, uvas e uma cornucópia de flores, enquadrada por folhagens, laços e pássaros. Sanca com frisos de folhagens e reservas decoradas com painéis com frutos enquadrados por pássaros, grinaldas e enrolamentos vegetalistas e, nos quatro cantos, carrancas com cestos de frutos, pássaros com o pescoço entrelaçado e enrolamentos vegetalistas.

Piso 1, divisão 12

Tecto com pintura decorativa da 1ª metade do século XIX. Reserva no topo do tecto com uma alegoria mitológica representando o amor no dia e na noite, enquadrada por uma cercadura decorada com fogaréus, enrolamentos vegetalistas, flores, carrancas e pombos, arcos, flechas, tocha, coroas de flores e frutos. Sanca composta por frisos de flores e painéis de estuques intercalados com cenas com anjos enquadradas por folhagens, libélulas e laços.

Piso 1, divisão 13

Tecto com pintura decorativa da 1ª metade do século XIX. Tecto com uma coroa de flores ao centro enquadrada por frisos de flores, penas de pavão e rosetas em trompe l’oeil. Sanca composta por frisos com linhas entrelaçadas e reservas com coroas de flores e alianças, enquadradas por arabescos, separadas por rosetas em trompe l’oeil e folhas de acanto sobre um fundo de vermiculuras e, nos quatro cantos, remates com penas.

Decoração Diversa

Piso 0, divisão 1

Ferragens de porta em chapa metálica com remates lanceolados.

Grande arco pleno de pedra calcária flanqueado por pilastras duplas apaineladas encimadas por estípites volutadas, apoiadas em pequenas mísulas vegetalistas e rematadas por capitel decorado com folhas estilizadas.

Porta de verga recta de pedra calcária encimado por óculo quadrilobado de moldura pétrea.

Pavimento lajeado de calcário branco, negro e vermelho compondo grande tapete de padrão enxaquetado, acantonado por pequena composição geométrica de rectângulos escalonados.



Piso 0, divisão 5

Arco deprimido de intradorso marmoreado e frentes perfiladas por friso dourado imitando feixes de vime envoltos em nastros. No cimo das pilastras das ombreiras pendem festões em relevo seguros por fitas e os capitéis jónicos que as encimam têm decoração de óvulos centrada por concha e uma guirlanda florida suspensa das volutas.


Equipamento Móvel

Piso 1, divisão 3

Cadeirão dourado com pernas de coluna, costas elípticas, braços rematados por volutas e perfilado por círculos entrelaçados; assento, costas e braços almofadados e forrados de tecido adamascado azul claro com florões dourados.


Equipamento Diverso


containertab

Validar
Validar
Validar
Validar
Validar
Validar
Validar
 

PTCD/EAT-HAT/11229/2009