A Casa Senhorial

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Paço de D. João e D. Pedro I

Paço de D. João e D. Pedro I
XIX - XX
Brasil
Améliorations progressives du Palais de St. Christophe (Quinta de Boa Vista); depuis 1808, jusq’en 1831. 
Paris [França]: Firmin Didot Debret, Jean-Baptiste, 1768-1848. 
Voyage pittoresque et historique au Brésil. Tome troisième. p. 33. Fundação Biblioteca Nacional.
"Quinta Real da Boa Vista ou Palácio da São Cristóvão
 
(...)
Explicação da prancha
Pareceu-me que o melhor meio de apresentar o leitor a série de reformas que em quinze anos transformaram em palácio imperial uma simples casa de campo brasileira, situada em São Cristóvão, consistia em organizar um quadro comparativo das diferentes modificações por que passou, reconhecíveis pela diversidade de estilos arquiteturais, a qual explica, ao mesmo tempo, a marcha progressiva e rápida da civilização de um povo regenerado desde 1816.
O número 1 mostra o aspecto da casa térrea oferecida em 1808 a Dom João VI, quando de sua chegada ao Rio de Janeiro, a título de residência de recreio. Simples habitação, é digna entretanto de figurar como modelo entre as mais espaçosas casas de campo brasileiras, pela extensão de sua varanda, ou galeria com vinte colunas, indispensável abrigo contra o artdo do sol, que lhe decora a fachada principal comportando um primeiro andar, verdadeiramente excepcional em uma chácara. De conformidade com o costume, domina ela toda a propriedade a que pertence, graças à sua situação no alto de uma colina.
Sob o número 2 apresento a primeira reforma, já de gosto mais europeu, pois é de estilo gótico. Comporta então o palácio um pavilhão colossal construído numa das extremidades da fachada principal, decorada por uma galeria de dezessete arcadas em ogiva. Vê-se também a parte da frente do platô, reservada ao pátio de honra, fechado por uma grade com três entradas que se pode descrever no terceiro desenho de maior escala. (...)
No terceiro desenho reproduzo em maior escala essas mesmas massas, decoradas desta vez em estilo português, característico da restauração feita em 1822 por ocasião da ascensão ao trono de Dom Pedro I, Imperador do Brasil. A grade de honra, entretanto, não sofreu nenhuma modificação salvo nas armas que coroam o portão central, que foram substituídas pelas do Império do Brasil (...) 
Finalmente, a quarta vista, apanhada do pátio de honra, comporta o acréscimo do segundo pavilhão de dois andares, já habitado em 1830 por SS.MM.II. Quanto à distribuição interior, bastará dizer que o útil e o agradável engenhosamente combinados comprovam o talento do nosso jovem arquiteto francês Pezerat, autor da ultima restauração, que permaneceu infelizmente inacabada em seu conjunto por causa da partida de Dom Pedro I, em 1831"
Quinta Real da Boa Vista ou Palácio da São Cristóvão, prancha 20. DEBRET, Jean-Baptiste. Viagem pitoresca e historia do Brasil. São Paulo: Circulo do Livro, 1982. p. 542-544)
 

PTCD/EAT-HAT/11229/2009