A Casa Senhorial

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[Palacete à rua do Passeio]

[Palacete à rua do Passeio]
XIX - XX
Brasil
[Projeto de palacete situado à rua do Passeio na cidade do Rio de Janeiro]. [Desenho arquitetônico].Publicação [18--].Descrição física 1 planta : desenho a bico de pena, nanquim, aquarelado, col.; 63 x 77,6 cm. Biblioteca Nacional

A planta se refere a construção situada em esquina do Passeio Público, criado em 1783, em área antes degradada da Lagoa do Boqueirão, e se tornou área nobre atraindo a instalação da corte portuguesa.

O lote está situado onde existiu a casa de José Egídio Álvares de Almeida (1767-1832), barão, visconde e  marques de Santo Amaro, que ali morou quando da instalação da corte, vizinho ao conde da Barca. Em seguida, foi residência do Marquês de Barbacena, Felisberto Caldeira Brant Pontes de Oliveira Horta (1772-1842), em casa atribuída ao arquiteto Manuel Araújo Porto-Alegre, e posteriormente (1939) adquirida pelo comendador Manoel Machado Coelho de Castro, futuro sogro de Mariano Procópio Ferreira Lage.

Alugada à sociedade Assembleia Estrangeira, que ali promovia prestigiosos bailes, foi transferida, em 1845, à Sociedade Cassino Fluminense. Em 1854, foi comprada pelo Cassino, que promoveu a demolição do antigo imóvel para, sob a coordenação do arquiteto Luis Hoxse, ali erguer sua nova sede, inaugurada em 1860. Vendido ao Club dos Diários, em 1910, sofreu reforma conduzida pela construtora Januzzi. Em 1924, o clube se fundiu ao Automóvel Clube do Brasil, quando são promovidas novas reformas, sobre o comando de Joseph Gire. O edifício foi tombando pelo governo estadual em 1965.

 

PTCD/EAT-HAT/11229/2009