A Casa Senhorial

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Palacete Babilônia

Palacete Babilônia
XIX - XX
1864
Brasil

Mestre de obras João Ferreira Marques


Arquitectura

O Palacete Babilônia, que hoje integra o conjunto de edifícios pertencentes ao Colégio Militar da cidade do Rio de Janeiro, situa-se em um terreno elevado flanqueado pelo morro da Pedra da Babilônia, dentro de ampla área arborizada.  A propriedade faz divisa com as ruas São Francisco Xavier e Barão de Mesquita, antiga Rua da Babylonia. A alameda, emoldurada por palmeiras imperiais, leva da entrada à Rua São Francisco Xavier ao alto do platô onde se encontra o palacete.

Originalmente, a extensa área fazia parte das terras da chácara da Babilônia, uma das três fazendas pertencentes aos padres jesuítas até meados do século XVIII. A enorme fazenda denominada São Francisco do Engenho Velho abarcava todo o território onde se encontram hoje os bairros da Tijuca, Andaraí, Grajaú, Vila Isabel, Aldeia Campista, Maracanã, Praça da Bandeira e Rio Comprido. A região, que ainda mantinha seus aspectos de zona rural, inicia em meados do século XIX seu processo de urbanização com a construção de requintadas chácaras, solares e novas vias de acesso.   



 

O edifício é uma construção neoclássica composta de dois pavimentos sobre porão alto habitável. Esta morfologia divide as frontarias horizontalmente em três níveis a partir do térreo, o qual forma uma espécie de silhar. As duas bandas horizontais superiores correspondem ao primeiro pavimento, que separado do porão alto por um bandeau em cantaria, se eleva até a arquitrave. O segundo pavimento caracteriza-se como um sobrado parcial no mesmo nível da platibanda. Destacam-se alguns elementos característicos das composições clássicas como a cornija com modilhões rematando o beiral, as entradas tetrástilas de duas fachadas, e o frontão clássico encimando o corpo central das fachadas secundárias.

Apesar de cada frontaria estar submetida ao rigor da simetria, as composições são dissemelhantes em relação ao todo. Duas fachadas são tratadas com maior pretensão estética; a principal voltada para o leste, e a lateral esquerda voltada par o norte. Em ambas, observa-se o emprego de elementos ornamentais como a platibanda com balaustrada, e os frontões cimbrados e triangulares coroando portas e janelas. São estas também, as frentes que apresentam escadarias conduzindo diretamente aos átrios do primeiro piso.

As quatro fachadas apresentam revestimento com paredes emboçadas e pintadas nos pavimentos superiores. O soco elevado em cantaria, que percorre todo o nível do porão alto, serve como base para o silhar em aparelho isodomo imitando fiadas de pedras rústicas.

Fachada Principal

A fachada leste corresponde a um dos lados de menor extensão da planta retangular do palacete e representa o principal acesso ao edifício. Nela impõem-se a monumental entrada precedida pelo alpendre tetrástilo, e pela escadaria de lanço único com degraus e balaustrada em cantaria. Ladeando o portal de entrada, quatro pilastras de capitel coríntio dividem-se em pares conjugados com as quatro colunas frontais do alpendre. Este corpo central, define o eixo simétrico do frontispício, separando os dois vãos laterais idênticos com três portas-janelas de cada lado. As molduras do tipo plate-bande são em cantaria, os guarda-corpos em ferro fundido e as sobre-vergas com frontões triangulares e cimbrados em estuque. Ao nível do porão habitável, seis janelas de peito sem acabamento decorativo, se abrem sobre o revestimento fingido, alinhadas pelas porta-janelas do andar superior.

Sobre a cobertura do alpendre, projeta-se o terraço com guarda-corpo em balaustrada, acessado pelo torreão do segundo pavimento. De configuração octogonal, o torreão é demarcado por seis pilastras de capitel coríntio. Sua cúpula hemisférica ostenta relógio com moldura decorada e remate com zimbório na forma de um grande pináculo.




Fachada lateral esquerda

A face esquerda do edifício corresponde à fachada norte e também a uma das duas laterais de maior extensão da planta. Nela se encontra a segunda entrada social do palacete. A frontaria alongada modula-se verticalmente em cinco vãos, tendo um grande pórtico com frontão no centro, o qual define o eixo da composição e distribui homogeneamente os demais vãos. Ao nível do chão, a parte baixa do pórtico apresenta três entradas para o porão habitável. No primeiro pavimento, a entrada tetrástila com alpendre e colunas de capitel coríntio antecede as portas arqueadas que levam ao interior, compondo três arcos romanos com moldura em cantaria do tipo plate-bande. O acesso a este andar é feito pela escadaria de dois lanços opostos, com balaustrada e degraus em cantaria. Como na fachada principal, a cobertura do alpendre abriga o terraço do corpo superior do edifício, onde três portas-janelas de verga reta com molduras semelhantes as demais, se abrem para o terraço. Esta estreita fachada tem seus cantos decorados com pilastras de capitel coríntio e recebe coroamento com frontão triangular clássico, cujo tímpano é guarnecido de coroa de loureiro atada por uma estrela e epígrafe exibindo data de 1866.    

Os outros dois blocos da fachada são idênticos em ambas as laterais. No primeiro pavimento dividem-se em quatro vãos separados por pilastra de capitel coríntio, sendo os mais estreitos aqueles que flanqueia o corpo central. Possuem janelas de peito com frontão triangular em estuque na sobre-verga. Os vãos mais longos, que se estende até as duas quinas da fachada, apresentam três porta-janelas com balcão em serralheria semelhantes às da fachada principal, todas três com frontão cimbrado na sobre-verga. Seis janelas de peito sem acabamento decorativo compõem a faixa do porão alto.  

Fachada Lateral Direita

A face direita do edifício corresponde à fachada sul e também à outra lateral de maior extensão da planta retangular. Sem o mesmo asseio compositivo da frente e da lateral norte do palacete, esta fachada possui acesso ao interior apenas pelo níveo térreo. No corpo central, a entrada se dá através da porta dupla ladeada por duas janelas de peito. O conjunto recebe o mesmo acabamento decorativo com moldura plate-bande em cantaria. No primeiro e segundo pavimento, três janelas alinhadas apresentam cercadura semelhante, além da cornija alta e ressaltada rematando as sobre-vergas. O frontão triangular que coroa o andar superior, acentua a feição clássica da fachada direita.   

Os blocos idênticos das duas laterais que flanqueiam o vão central conferem o aspecto uniforme e simétrico da composição. Se repete a simplicidade decorativa das portas e janelas ao nível do porão habitável, enquanto no primeiro pavimento as dez janelas alinhadas apresentam a mesma moldura das demais, e cornija ressaltada no lintel. A divisão vertical dos três vãos é acentuada pelos dois pares de pilastras com capitel coríntio do corpo central.

Fachada Posterior

A fachada posterior define os fundos do palacete com extensão análoga à da fachada principal. Uma única entrada localizada no corpo central, conduz diretamente ao pátio interno da área de serviços. Este lado do edifício se restringe apenas ao nível do porão e do primeiro pavimento, com características ornamentais semelhantes às da frontaria direita. Os dois blocos laterais, de menor comprimento, possuem apenas duas janelas no térreo e no andar superior. O clássico frontão triangular apoiado sobre a cornija do vão central arremata o topo da fachada.  

Os quatro cunhais que articulam as fachadas são ornamentados com par de pilastras superpostas, seguindo ordem clássica ascendente com dórica em cantaria no silhar, e coríntia no primeiro pavimento. Ao alto, sob a cornija, as quinas são rematadas com dois grandes consolos ao gosto romano, decorados com volutas e folhas de acanto.

Todas as portas-janelas das fachadas principal e lateral direita têm molduras do tipo plate-bande em cantaria, e balcões em ferro fundido com gradil ornamentado com motivos de folhas espiraladas, culots e volutas entrelaçadas. Frontões que se alternam em cimbrados e triangulares, conferem acabamento clássico às sobre-vergas.

Nas duas faces laterais de maior extensão, cartelas em estuque guarnecidas de máscaras femininas rematam a parte inferior das pilastras que ditam as marcações verticais das fachadas. 


TEIXEIRA, Marcia Helena Vaz. Palacete Babilônia, de residência a sede do Colégio Militar: arquitetura neoclássica no Rio de Janeiro imperial. Dissertação (Mestrado em Arquitetura e Urbanismo) - Universidade Federal Fluminense. Niterói: UFF, 2005.

1761 ‒ Inicio da venda, em hasta pública, dos bens confiscados da Companhia de Jesus, entre os quais, as terras da sesmaria de São Francisco do Engenho Velho.

1762 ‒ Arrematação, por Manoel Luís Vieira, de terras e benfeitorias ‒ casas, capela engenho e senzalas, situadas ao redor da Pedra da Babilônia, da sesmaria de São Francisco do Engenho Velho.

1788‒ Compra das terras do antigo Engenho Velho por João Batista Villela e Sebastião Correa Sarafano, que serão desmembradas em chácaras para arrendamento, entre elas, a Chácara da Pedra.

1811 ‒ O negociante Antônio Alves da Silva Pinto adquire as benfeitorias da Chácara da Pedra, compostas por casas de vivendas cobertas de telhas, plantações diversas, doze cabeças de gado e arvoredo de espinho. (TEIXEIRA, p. 70)

1815 ‒ Antônio Alves da Silva Pinto adquire de João Batista Villela, a 6 de outubro, metade do terreno bruto da Chácara da Pedra.

1815 ? ‒ Nascimento de Antônio Alves da Silva Pinto Júnior, único filho de Antônio Alves da Silva Pinto e de Ana Pereira Pinto.

1816 ‒ Antônio Alves da Silva Pinto adquire dos herdeiros de Sebastião Correa Sarafan, a 6 de fevereiro, a outra metade do terreno bruto da chácara. Ainda neste ano, é realizada a demarcação do terreno da Chácara da Pedra.

1841 ‒ Casamento de Antônio Alves da Silva Pinto, bacharel em Direito e negociante, com Constança Augusta Machado Coelho e Castro (1820 – 1869), filha do comendador Manuel Machado Coelho e de Luiza Maria da Conceição, com quem teria sete filhos.

1855 ‒ Morre o então comendador Antônio Alves da Silva Pinto, aos 78 anos, deixando seu filho como único herdeiro.

1857 ‒ Concluído o inventário de seu pai, Dr. Antônio Alves da Silva Pinto desmembra a então Chácara da Pedra da Babilônia, vendendo um pequeno trecho e demarcando quatro lotes, onde ergue quatro casas assobradadas, para aluguel.

1864 ‒ Início da construção do Palacete Babilônia, tendo como encarregado o mestre-de-obras João Ferreira Marques. Durante a obra, a família ocupou a casa 2-A da rua da Babilônia, em frente à chácara.

1866 ‒ Dr. Antônio Alves da Silva Porto comete suicídio, em sua fazenda em Macaé, em razão das dificuldades financeiras da casa bancária Silva Pinto, Mello e Cia. A construção do palacete é interrompida.

           Ainda naquele ano, nos autos de arrecadação dos bens particulares do Dr. Silva Pinto consta que ele possuía uma grande casa assobradada, com quatro frentes e três escadas de cantaria, na frente e nos dois lados, sendo que não estava com o interior concluído, faltando-lhes alguns assoalhos, forros e portas. Havia ainda porções acondicionadas de diversos materiais para continuação da obra interna do palacete.

1867 ‒ A massa falida da casa bancária Silva Pinto, Mello e Cia. anuncia leilão da casa e seus pertences, a ser realizado no dia 1º de novembro, no Jornal do Commercio e no Diário do Rio de Janeiro.

          O comendador Jerônimo José de Mesquita, o futuro barão de Mesquita, adquire a propriedade. Nascido em 1826, comerciante matriculado, em 1851, como comissário de café, ocupou vários cargos e comissões, como o de vereador da Corte e suplente da direção do Banco do Brasil; tornou-se um grande capitalista e proprietário de terras, e influente comerciante.

1886 ‒ Morre o barão de Mesquita, a 1º de setembro, e a propriedade passa a pertencer à sua filha, Jeronima Elisa de Mesquita Martins, e ao seu marido, Manoel Miguel Martins, baronesa e barão de Itacurussá.

1889 ‒ O imóvel é vendido, a 29 de abril, à Fazenda Nacional, para nele ser instalado o Colégio Militar.

1994‒ Assinado, a 29 de abril, o Decreto-Lei no. 12.864, de tombamento municipal do palacete e da Pedra da Babilônia, pela importância histórica, artística e paisagística do palacete, e a da Pedra da Babilônia como marco na paisagem do bairro da Tijuca.

2000‒ Homologado, por intermédio da portaria no. 13, de 17 de janeiro de 2000, o tombamento do palacete pelo Iphan.


         

“Massa falida.  Importantíssimo leilão de uma grande chácara com um magnífico e vistoso palacete em construção às ruas de São Francisco Xavier e Babylonia pertencente à massa falida dos Srs. Silva Pinto, Mello e Cia.(...).
          Dimensões e benfeitorias: o palacete assobradado, em construção, tem de vão 100 palmos, e de fundo 177 ditos, sua formação de pedra e cal, com 6 janelas de sacada e grade de ferro, sendo 3 de cada lado, e no centro um grande terraço com 4 colunas que o sustentam, e embaixo uma porta de entrada com escada e pilastras de cantaria, e outras benfeitorias de gosto, que poderão ser examinadas pelos Srs. Proprietários com toda a minuciosidade, para cujo fim se acha franco o referido edifício.
          A chácara tem de frente, pela rua de São Francisco Xavier, 152 braças e 6 palmos, e pela rua da Babylonia, 160 ditas e 3 palmos, com fundos até as vertentes, toda murada de pedra e cal, com portão e gradil de ferro, grande capinzal, etc.
          Tendo mais a um dos lados da mesma chácara parte de um sobrado desmanchado, sendo sua formação de pedra e cal, com 3 janelas de peitoril no sobrado e no pavimento térreo, todas as portadas de cantaria, e em continuação a este uma meia água com dois portões e portadas de madeira.
          E do outro lado, uma casa de meia água, sendo sua formação, na frente, de pedra e cal, assim como parte das paredes laterais."

Jornal do Commercio (pag. 2) 1º de novembro de 1867  e Diário do Rio de Janeiro (pag 3), 1º de novembro de 1867

Programa Interior
Tipologia e planta
O edifício é um prisma retangular alongado nos dois primeiros pavimentos, sendo estes o porão habitável e o piso nobre. O pavimento superior se apresenta como um sobrado parcial com planta em “T” localizado no eixo central da construção, tendo o lado mais extenso projetado em direção à fachada principal. A tipologia define um programa interior característico das casas abastadas Oitocentistas, com o primeiro pavimento correspondendo ao piso nobre da residência.


Piso -1

O porão habitável possui três entradas independentes, nas laterais esquerda e direita, e na fachada posterior do edifício, esta, conduzindo ao pequeno pátio interno quadrangular, através do qual se ascende ao piso nobre pelos fundos. É muito provável que todo o porão alto fosse destinado, originalmente, à área de serviços e alojamento de escravos. Hoje a planta apresenta seus espaços bastante alterados em função do uso pelas instalações do Colégio Militar.


Piso 0

O piso nobre pode ser acessado a partir de duas entradas, ambas de caráter social, conduzindo diretamente aos dois vestíbulos. A principal é feita pela frente voltada para o lado leste; a entrada secundária situa-se na fachada esquerda do edifício. Mesmo com pequenos corredores de circulação, a planta deste andar apresenta uma distribuição equilibrada dos compartimentos, definindo salas e salões interligados entre si. Pinturas parietais, estuques e parquets ostentam o apuro decorativo empregado nos principais espaços de convivência.

Duas grandes salas de aparato estão voltadas para a frente da casa, enquanto o grande Salão de Banquetes localiza-se nos fundos, mantendo maior proximidade com a área de serviços. A capela, vizinha ao Salão de Banquetes, encontra-se virada para a fachada norte. Algumas salas menores apresentam características semelhantes à alcovas, visto que não possuem janelas ou ligação com o exterior. A pequena galeria da escada, sob teto côncavo com claraboia circular, conduz ao segundo piso reservado à zona de maior privacidade da casa.

Piso 1

O andar superior corresponde a um sobrado de planta reduzida, abrigando quatro cômodos comunicáveis, além de uma quinta sala no Torreão da fachada principal. Destinados ao uso reservado da família, os quartos apresentam indícios de um decorativismo mais singelo com pisos em tábua corrida, estuques nos florões e cornijas do teto, e marmorizados coloridos nas paredes.



Azulejaria

Estuques

Piso 0, Divisão 2, Vestíbulo Principal

Teto retangular com plano de forro constituindo sistema de compartimentação geométrica e modinatura clássica em relevo estucado do segundo estilo renascentista. A reserva circular do centro abriga florão de recorte irregular trabalhado com guirlandas de flores e folhagens de acanto, tendo no entorno oito compartimentos pentagonais idênticos que compõem o padrão de “estrela de oito pontas”. As molduras estucadas do conjunto são compostas de folhas de carvalho e de óvulos, com acabamento de finíssimo astrágalo de pérolas, e definem os campos a serem preenchidos pelos elementos pictóricos.

Oito compartimentos com ornamento de plano limitado são guarnecidos de motivos de rinceau e figuras de grifos, que alinhados dois a dois, tangenciam os quatro lados do forro definindo a cercadura externa; enquanto dois estreitos compartimentos lineares, com moldura de óvalos, compõem os frisos de entrelaçamento com rosetas que arrematam duas laterais do arranjo decorativo.  

Acompanhando o forro, a cornija de gosto arcaizante vem sustentada por pares de modilhões com volutas e acanto. O soffitto da cornija é decorado com uma sequência de painéis retangulares em baixo-relevo estucado e moldura de rais-de-coeur, cujo motivo representa espécie de caduceu envolto por folhas de carvalho centralizado por roseta circular. Duas cabeças femininas em alto relevo, ladeadas por dois pares de modilhões, compõem os painéis das quatro quinas. Uma larga moldura de flor de lótus e astrágalo de rosário rematam a junção da cornija com as paredes.

Na passagem para a antessala, o portal de verga reta é encimado por cornija decorada com astrágalo de rosário, moldura de óvalos e rais-de-coeur, sobre a qual se assenta um arco de meia-volta, cujas impostas são a parte ressaltada da cornija. O arco recebe arremate decorativo com moldura de rais-de-coeur e agrafe no alto.  As demais portas são ricamente tratadas com cornija de sobreverga sustentada por par de consolos clássicos e encimada por ornamento de gosto romano com palmeta e enrolamentos de acanto simétricos, terminando em duas cabeças de Mercúrio, deus da venda e do comércio.

Piso 0, Divisão 3, Antesala

Liberto da compartimentação geométrica, o forro retangular apresenta florão central estucado de perfil circular com finíssimo astrágalo de pérolas. O entorno é enriquecido com rendilhado composto de motivos de fleurons. No centro, de onde pende o lustre, folhas de acanto formam um desenho cruciforme alternando motivos de enrolamentos em “S”. Uma moldura do tipo caveto de godrons define a cercadura externa do forro, encimando a cornija.

A pesada cornija em relevo estucado apresenta os pequenos painéis retangulares do soffitto e do fundo trabalhados com modinatura clássica, trazendo da Antiguidade motivos como óvalos e folhas de acanto. É, ainda, sustentada por uma sequência de modilhões compostos por cariátides na forma de médias-figuras.

Na passagem para o vestíbulo principal, o portal de verga reta é encimado por cornija decorada com astrágalo de rosário, moldura de óvalos e rais-de-coeur, sobre a qual se assenta um arco de meia-volta, cujas impostas são a parte ressaltada da cornija. O arco recebe arremate decorativo com moldura de rais-de-coeur e agrafe no alto. 


Piso 0, Divisão 4, Sala dos Brasões

Teto de esquife com plano de forro quadrangular, constituindo sistema de compartimentação geométrica e modinatura em estuque relevado do segundo estilo renascentista. O gosto clássico se expressa na ornamentação inspirada nos motivos de rinceau antigos e na vultosa cercadura composta de flores variadas, que enlaça grandes e pequenos painéis.

A grande reserva octogonal do centro possui moldura diferenciada, combinando fino astrágalo de rosário, friso de caneluras e moldura clássica de palmetas e lótus. O cerne abriga florão de perfil octogonal delimitado por astrágalo de laçaria e decorado com motivos de culots, enrolamentos de acanto e gavinhas.

No entorno, os compartimentos regulares e simétricos formam um arranjo de painéis quadrangulares nas cantoneiras e retangulares nas laterais, encaixilhados por estreita moldura de motivos vegetalistas. Os quatro quadros de canto são guarnecidos de ornamento de plano limitado em estuque relevado com motivos de rinceau, flores, gavinhas e laçaria.

As laterais côncavas do teto apresentam tratamento apainelado, compondo retangulares emoldurados por friso de caneluras, que se afunilam nas quinas sanqueadas. Um fino astrágalo de cordão com ornatos pendentes nos vértices de cada painel, rematam a modinatura externa do conjunto. A cornija simplificada resume-se a uma moldura de roda-teto composta por frisos de palmetas e astrágalo de rosário, delimitando a junção entre as paredes e o forro.

Nas portas e janelas a sobreverga é ricamente ornamentada com cornija, cujo centro arqueado abriga um grande brasão coroado. Nas extremidades, a cornija é sustentada por consolos de gosto romano, com volutas e acanto. Motivos de rinceau conferem acabamento clássico aos painéis de sobreverga.


 


Piso 0, Divisão 5, Salão 

Teto de esquife com plano de forro quadrangular constituindo sistema de compartimentação geométrica, tendo ao centro grande reserva circular cingida por quatro pequenos medalhões em cada vértice e pequenas rosetas nas quatro laterais. O gosto renascentista se expressa na ornamentação inspirada nos motivos de rinceau antigos que preenchem as superfícies sem deixar espaço algum ao vazio. No núcleo da grande reserva, o florão em estuque é composto de roseta, ornamentos vegetalistas, enrolamentos em “S” e dezesseis finos vetores lembrando pequenos tirsos que formam um círculo radial.

Ornato semelhante completa também o interior dos quatro medalhões. Um delicado astrágalo de rosário é a finíssima moldura que cerca e une todos os compartimentos esféricos do forro, sendo a grande reserva central enriquecida com modinatura composta por larga moldura de flores e folhas, astrágalo de rosário e uma estreita moldura de carvalho. Figuras de grifos, enrolamentos de acanto e gavinhas formam uma rede de ornamentos em baixo-relevo estucado, rematando os demais compartimentos do entorno.  

Ao gosto dos frisos romanos compósitos de folhagens espiraladas e Amores alados, as laterais côncavas do teto são ricamente ornamentadas com motivos de rinceau enlaçando figuras de Amores, gavinhas, cestos de flores atados por fitas, que formam um pesado rendilhado partindo de médias figuras nos quatro vértices da sanca.

A cornija simples e sem ressaltos é composta de um friso de enrolamentos em “S” rematando o cimácio; e um friso de dentículos, uma moldura de palmetas e molduras curvas sem ornamentação, delimitando a junção entre as paredes e o forro.

Piso 0, Divisão 7, Sala Central 

Teto claro e arejado com ornamentação e modinatura em baixo-relevo estucado de gosto Luís XVI. Deste estilo destacam-se as laçarias, os delicados arabescos, a estreita moldura de entrelaçamento que perfila a superfície do forro e o caveto com caneluras que compõe a cornija. O animal mitológico representado pelos elementos em forma de dragão, e o florão central com roseta de folhas e volutas remetem aos motivos antigos utilizados nas decorações do estilo. Ornatos pingentes rematam os quatro cantos do forro.

Piso 0, Divisão 9, Alcova 

Teto claro e arejado com ornamentação e modinatura em baixo-relevo estucado de gosto Luís XVI. Deste estilo destacam-se as laçarias, os delicados arabescos e a estreita moldura de entrelaçamento que perfila a superfície do forro. Florão central com roseta de folhas e volutas.

Piso 0, Divisão 12, Sala de Jantar  

A pesada e proeminente cornija em relevo estucado é sustentada por sequência de modilhões compostos por cariátides na forma de médias-figuras. Os pequenos painéis retangulares do soffitto e do fundo são tratados com modinatura clássica, trazendo da Antiguidade motivos como óvalos e folhas de acanto. O cimácio é rematado com caveto de dentículos. Na base, a moldura de óvalos, seguida de astrágalo sem ornamentação e uma banda de molduras planas, delimitam a junção entre as paredes e o forro.

Piso 0, Divisão 13, Vestíbulo Lateral   

Teto de esquife com plano de forro retangular, constituindo sistema de compartimentação geométrica, tendo ao centro grande rotunda circunscrita em reserva quadrangular. A profusão ornamental de inspiração no repertório italianizante traz elementos em baixo-relevo estucado, característicos dos estilos de decoração franceses. Do segundo renascimento francês, destacam-se os compartimentos lacunários guarnecidos de arabescos de composição simétrica, formando um friso nas laterais menores do forro. Os motivos gregos de palmeta e lótus conferem acabamento às cercaduras externas.

As clássicas folhagens espiraladas mesclam-se aos mascarões dos quatro vértices do grande quadrante central. Compõem também os motivos de rinceau da moldura circular central, a qual recebe acabamento com cordão de pérolas e guarnição interna de motivos de flor-de-lis, formando uma espécie de renda.

O florão, de onde cai pendente o lustre, remete às composições rendilhadas do estilo beranesco com seu emaranhado gracioso de arabescos, cordões de pérolas e máscaras femininas que portam na cabeça um arranjo de folhas, motivo que se mantém também nos estilos Regência e Luís XV.

A pesada e proeminente cornija em relevo estucado é sustentada por pares de modilhões compostos por cariátides na forma de médias figuras. Os pequenos painéis retangulares do soffitto e do fundo são tratados com modinatura clássica, trazendo da Antiguidade motivos como óvalos e folhas de acanto. O cimácio é rematado com caveto de dentículos. Na base, a moldura de óvalos, seguida de astrágalo sem ornamentação e uma banda de molduras planas, delimitam a junção entre as paredes e o forro. Todas as portas são ricamente tratadas com cornija de sobreverga coroada por ornamento com volutas simétricas, rosetas, acanto e palmeta no centro.

Piso 0, Divisão 15, Capela   

Teto de esquife em estilo neogótico com plano de forro retangular e ornamentação em relevo estucado. A grande reserva central formando um lacunário elíptico, apresenta cercadura interna composta de sequência de pequenos consolos alternados com rosetas. Na moldura externa destaca-se o toro de entrelaçamento com fitas e ramagens de lírios, flor que simboliza paz e pureza. A vigorosa ornamentação do entorno reúne elementos clássicos da Antiguidade e do Renascimento, cuja simetria do arranjo distribui harmoniosamente figuras de putti em meio a folhagens de acanto espiraladas, rosetas e gavinhas.

As laterais côncavas do teto são constituídas por arcadas de arcos ogivais lancetados intercalados com média figura alada, de cujo corpo convertido em folhagens de acanto, brota um pequeno friso de moedas enlaçado por guirlanda de flores. Base rematada com ornato pingente. Toros de feixes de junco e fitas entrecruzadas definem a modinatura que encaixilha todo o conjunto. 

 


Piso 0, Divisão 17, Salão de Banquetes   

Teto de esquife com plano de forro retangular e sistema de compartimentação geométrica, com pesada modinatura em relevo estucado do segundo estilo renascentista. Em referência à função específica do recinto, o repertório ornamental representa em sua maioria, motivos de caça e gêneros alimentícios. A grande reserva central circular, cujo diâmetro abrange a menor largura do forro, apresenta farta modinatura composta de toro de frutas e folhagens, envolvendo moldura de folhas de acanto e enrolamentos em “S”.

De forma simétrica, as laterais recebem duas reservas circulares menores com cercadura de óvalos e caneluras, que se cingem à grande rotunda do cerne. São guarnecidas de florão de onde pendem os dois lustres do salão. Cada florão possui perfil estrelar com moldura composta de pequenos trilóbolos, rematada com guirlandas de flores. O interior é decorado com folhas de acanto intercaladas por cabeças de animais. Todo o conjunto é encaixilhado por finíssimo astrágalo de rosário. 

Nas laterais côncavas do teto, se repetem as formas aspirais características do vocabulário renascentista, formando compartimentos que se alternam com médias figuras portando farta cesta de flores na cabeça. Enrolamentos de acanto mesclados a aves, guirlandas de flores atadas por laçaria, entrelaçamento com rosetas, óvalos e astrágalos de rosário, constituem a complexa combinação de molduras e elementos ornamentais da vigorosa sanca. Os cantos são delicadamente rematados com laços e flores.

A pesada modinatura composta de toro de frutas e legumes, como abacaxi, maça, banana, milho e abóbora, e a moldura de enrolamentos em “S”, conferem acabamento ao friso superior da sanca; enquanto óvalos, enrolamentos em “S” e uma banda de molduras planas definem a cornija simples que percorre o alto das paredes.

 


Pintura Decorativa

Piso 0, Divisão 2, Vestíbulo Principal

Paredes com pintura do tipo faux-marbre simulando sistema de lambri de altura. A sequência de longos painéis em mármore amarelo se estendem do rodapé até a cornija, e são encaixilhados por moldura em trompe l’oeil fingindo mármore verde.

Teto retangular com plano de forro constituindo sistema de compartimentação geométrica, onde os painéis formados definem campos preenchidos com os elementos pictóricos de temáticas renascentistas. No centro, oito compartimentos pentagonais idênticos compõem o padrão de “estrela de oito pontas”. São guarnecidos de pintura alternando arranjos florais e deusas da mitologia grega como Pudicitia ­­­– deusa da modéstia, Diana, Themis e Vênus.   

Acompanhando o forro, a cornija de gosto arcaizante vem sustentada por pares de modilhões, cujos intervalos constituem lacunários retangulares ornados com pintura dos signos do zodíaco, tema renascentista recorrente nas decorações pictóricas neoclássicas.  

Piso 0, Divisão 3, Antesala

Paredes com pintura do tipo faux-marbre simulando sistema de lambri de altura, sendo o silhar pintado à imitação do negro Portor rematado por estreita moldura de cimácio. A zona parietal superior recebe acabamento apainelado em mármore avermelhado com larga moldura clara pintada em trompe l’oeil, fingindo branco de Carrara.

Piso 0, Divisão 4, Sala dos Brasões

Nas paredes, grandes painéis com pintura do tipo stencil simulando tecido adamascado, sobrepondo pintura decorativa anterior com motivos românticos de delicadas ramagens. Teto de esquife com plano de forro quadrangular, constituindo sistema de compartimentação geométrica, onde os painéis formados indicam campos anteriormente preenchidos com elementos pictóricos. Os motivos sugerem composições clássicas de arabescos, medalhões e folhagens espiraladas.

Piso 0, Divisão 7, Sala Central

Paredes com pintura do tipo faux-marbre simulando sistema de lambri de altura, configurando divisão em três seções apaineladas. O primeiro mais estreito a nível do silhar, o grande painel central na zone nobre parietal, e os painéis superiores na altura das sobre-portas. Todo conjunto simula o mármore branco de Carrara encaixilhado por moldura larga do tipo plate-bande em mármore Rosso.

Piso 0, Divisão 12, Sala de Jantar

Pintura mural decorativa em estilo neo-Luís XIV, constituindo esquema de divisão parietal em duas seções horizontais. O silhar baixo é pintado em faux marbre de tonalidade acinzentada com moldura de cimácio em trompe l’oeil, trabalhada com efeitos de sombra e luz. O rodapé largo em tonalidade mais escura recebe o mesmo acabamento pictórico. 

Simulando sistema de lambri, a zona superior é constituída de grandes painéis encaixilhados por pesadas molduras retilíneas, cujo arranjo remete à sequência de arcadas característica da segunda fase do estilo.  Os painéis arqueados são guarnecidos de delicadas cártulas com rolos pintadas com realismo pictórico, e preenchidas com figuras de putti com atributos campestres como flores, frutas e trigo.

Gêneros alimentícios diversos compõem os motivos pictóricos das demais cártulas coroando os painéis principais, cujas molduras simulam relevo plástico ornado de mascarão, concha e enrolamentos de acanto. Da tipologia ornamental característica do estilo Luís XIV destacam-se as máscaras e os mascarões, as cornucópias de abundância, as conchas, os fonds quadrillés e os potes enlaçados por guirlandas de folhas de louro que decoram os painéis de fundo da cornija.

Sobre o lintel das portas, acabamento decorativo com pintura em trompe l’oeil simulando cornija de sobre-porta trabalhada com volutas simétricas flanqueando vaso repleto de alimentos.    

Piso 0, Divisão 13, Vestíbulo Lateral

Paredes com pintura do tipo faux-marbre simulando sistema de lambri de altura, configurando sequência de grandes painéis que se estendem do rodapé até a cornija. O marmorizado de tonalidade amarelada dos painéis contrasta com a moldura larga do tipo plate-bande em mármore Rosso, trabalhada com realismo pictórico simulando relevo. 

O teto de gosto francês tem a curvatura côncava decorada com motivos pictóricos de ramagens de flores e laçaria. Os painéis de fundo da cornija são guarnecidos de ornamento composto de pequena cártula e arabescos.

Piso 0, Divisão 15, Capela

Teto com reserva central formando um lacunário elíptico guarnecido de pintura decorativa representando a Virgem Maria e seu filho Jesus, ambos portando coroas.

As laterais côncavas do teto são constituídas por arcadas de arcos ogivais lancetados decorados ao fundo com pequeno medalhão representando figuras de santos variadas. Os medalhões são enlaçados por delicados arabescos pintados em dourado.

 Piso 0, Divisão 17, Salão de Banquetes

Em referência à função específica do recinto, o programa pictórico decorativo representa em sua maioria, temas de caça e gêneros alimentícios. As paredes livres de compartimentação, tem como principais elementos ornamentais os feixes pendentes com motivos de caça e as guirlandas floridas com laçaria. Todas as portas e portas-janelas são encaixilhadas por larga moldura pictórica que remata as sobre-vergas com desenho de gosto neoárabe, cujo interior é enriquecido com motivos de agrafe e folhas de acanto.   

No teto, sistema de compartimentação geométrica com grande reserva central circular guarnecida de pintura decorativa com temática neoclássica de Diana, a caçadora. Os quatro compartimentos do entorno representam diferentes atributos de caça reunindo motivos de animais, instrumentos musicais e armas.

Decoração Diversa

Piso -1, Divisão 4, Pátio

Pátio interno com acesso pelos fundos do palacete, ligando o porão habitável ao primeiro piso. Escada de lanço único com degrau de arranque em cantaria e os demais em pedra mármore. Guarda corpo com fina balaustrada em ferro fundido e corrimão de madeira. Nos muros, soco elevado e alisares das portas de acesso ao porão em cantaria. Pavimento em ladrilho hidráulico bicolor, formando padrão de ferradura e folhas estilizadas.


Piso 0, Divisão 1, Alpendre

Alpendre que dá acesso ao vestíbulo principal do palacete com balaustrada e corrimão em cantaria, tendo à frente dois pares de colunas com capitéis coríntios e fustes lisos. Pavimento em piso cerâmico policromado, formando padrão de tapete com motivos vegetalistas e acabamento de larga tabeira em cantaria. Portal principal em arco de meia-volta com portas duplas de almofadas superiores envidraçadas, e alisares em cantaria formando par de pilastras toscanas. As laterais são rematadas por dois pares de pilastras semelhantes às colunas da entrada.

Piso 0, Divisão 2, Vestíbulo Principal

Pavimento em tábuas de madeira clara com arranjo central quadrangular em parquet, constituindo desenho de quatro quadrados filetados, guarnecidos de motivo de roseta perspectivada. A moldura reta em madeira escura do arranjo tem diagonais nos vértices que se estendem para formar o caixilho externo. Tabeira composta por dupla cercadura do mesmo tipo com arremate em “L” nas cantoneiras.

Portas duplas apaineladas com lintel e alisares emoldurados.

Piso 0, Divisão 3, Antesala

Pavimento em tábuas de madeira clara com arranjo central retangular encaixilhado por moldura reta em madeira escura. O centro trabalhado em parquet compõe desenho de quatro quadrados filetados, guarnecidos de motivo de meandros perspectivados. Tabeira composta por dupla cercadura do mesmo tipo com arremate em “L” nas cantoneiras.

Portas duplas apaineladas com lintel e alisares emoldurados.


Piso 0, Divisão 4, Sala dos Brasões

Pavimento em tábuas de madeira clara, cujo centro trabalhado em parquet apresenta grande arranjo de composição atapetada. A madeira policromada define padrão geométrico perspectivado de quadrados guarnecidos de estrela de oito pontas, cercados por larga moldura de ziguezague entrelaçado. Quatro grandes composições em “L” com o mesmo padrão geométrico e friso de meandros entrelaçados, conferem acabamento aos quatro vértices do tapete.

Tabeira composta por tripla cercadura em madeira escura com arremate em “M” nas cantoneiras. 

Lustre em bronze dourado com doze candelabros decorados com motivos de guirlandas de flores, enrolamentos de acanto, pinhas, pequenos mascarões e figura de putti encimando o corpo central.  

Portas duplas apaineladas com lintel e alisares emoldurados. Coroamento com cornija de sobreverga. Portas-janelas com verga reta e bandeira de vidro, enquadradas em vão recuado revestido de lambri apainelado.



Piso 0, Divisão 5, Salão

Paredes revestidas com lambri de altura em madeira escura constituindo ensambladura de painéis retangulares sobre rodapé elevado. Remate superior com moldura de cimácio.

Pavimento em tábuas de madeira clara, cujo centro trabalhado em parquet apresenta grande arranjo de composição atapetada. A madeira policromada define padrão geométrico perspectivado com motivos de meandros entrelaçados. Nas cantoneiras, remate com quadrado guarnecido de estrela de oito pontas.

Tabeira composta por tripla cercadura em madeira escura com arremate em “M” nas cantoneiras. 

Portas duplas apaineladas com lintel e alisares emoldurados. Coroamento com cornija de sobreverga. Portas-janelas com verga reta e bandeira de vidro, enquadradas em vão recuado revestido de lambri apainelado.





Piso 0, Divisão 7, Sala Central

Pavimento em madeira clara de tábuas corridas. Portas duplas apaineladas com lintel e alisares emoldurados, e bandeira envidraçada. Coroamento com cornija de sobreverga cujo cimácio é perfilado com sequência de pequenos pendentes semelhantes a balas.






Piso 0, Divisão 8, Galeria da Escada

Escada de lanço único em curva, com degraus e guarda corpo com balaustrada em madeira. Os arranques são compostos por dois grandes e pesados balaústres.  Lateral revestida de lambri apainelado.






Piso 0, Divisão 12, Sala de Jantar

Pavimento em madeira clara de tábuas corridas. Tabeira composta por dupla cercadura em madeira escura. 

Portas duplas apaineladas com lintel e alisares emoldurados, e bandeira envidraçada. Janelas com verga reta e bandeira de vidro, enquadradas em vão recuado revestido de lambri apainelado.






Piso 0, Divisão 13, Vestíbulo Lateral

Pavimento em tábuas de madeira clara, cujo centro trabalhado em parquet apresenta grande arranjo de composição atapetada retangular. O detalhe central de feitio quadrangular é composto por motivos geométricos de entrelaçamento, com moldura reta em madeira escura no interior e no contorno do desenho.

A madeira policromada define também o padrão geométrico de quadrados perspectivados que compõem a larga cercadura do tapete rematada por moldura reta escura.  Tabeira composta por dupla cercadura em madeira escura. 

Portas duplas apaineladas com lintel e alisares emoldurados, e bandeira envidraçada. Coroamento com cornija de sobreverga.

Portas-janelas com bandeira em arco de meia-volta envidraçado, enquadradas em vão recuado revestido de lambri apainelado.







Piso 0, Divisão 14, Alpendre Lateral

Alpendre estreito e retangular que dá acesso ao vestíbulo lateral do palacete com balaustrada e corrimão em cantaria. Pavimento em ladrilho hidráulico policromado, formando padrão de quadrados em diagonal guarnecidos de pequenos motivos de flores e cruzes. Cercadura com friso de motivos geométricos de entrelaçamento.

Trio de portais em arco de meia-volta com portas duplas de almofadas superiores envidraçadas, bandeiras de vidro arqueadas e alisares em cantaria formando par de pilastras toscanas. As laterais são rematadas por duas pilastras com capitéis coríntios e fustes lisos.









Piso 0, Divisão 15, Capela

Pavimento em tábua corrida de madeira clara.

Portas duplas apaineladas com lintel e alisares emoldurados, e bandeira envidraçada.

Janelas com bandeira envidraçada, enquadradas em vão recuado revestido de lambri apainelado. Sanefas de madeira com remate inferior do tipo lambrequim. 

Altar com varandim de balaustres de madeira.

Mesa de altar em madeira com acabamento decorativo de saia com lambrequim.









Equipamento Móvel

Equipamento Diverso



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PTCD/EAT-HAT/11229/2009